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França

Frio glacial: prefeita de Paris pede a empresas para abrigar os sem-teto

media A onda de frio tomou conta da França com temperaturas negativas desde o último fim de semana. REUTERS/Jacky Naegelen

As empresas da região parisiense foram convocadas pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, a ajudar o poder público a abrigar os sem-teto. Faltam leitos para acolher migrantes e outras pessoas que, por razões diversas, dormem nas calçadas e estão sujeitas, há uma semana, a temperaturas negativas, bem abaixo da média da estação.

A Europa atravessa um inverno rigoroso. Na França, a massa de ar polar que se instalou no país desde o fim de semana derrubou os termômetros. Os sem-teto são os que mais sofrem com a falta de leitos e de estruturas adaptadas para as necessidades dessa população. Uma delas, os animais de companhia, são proibidos na maioria dos albergues coletivos.

Nesta quinta-feira (19), Bordeaux e Lyon amanheceram com - 8°C; Marselha e Montpellier, no sul do país, com - 5°C, enquanto em Paris os termômetros registraram - 3°C nas primeiras horas da manhã. Os serviços de meteorologia estimam que o frio intenso vai durar no mínimo até a próxima segunda-feira.

O governo mobiliza atualmente 130 mil leitos em todo o país, mas associações humanitárias e autoridades travam uma guerra porque o acolhimento dos sem-teto está saturado em várias localidades. Para denunciar a carência e solicitar leitos adicionais, o Samu social de Lyon, por exemplo, iniciou uma greve. Basta um telefonema para a central de serviço social 115 que é possível constatar a penúria. A situação é paradoxal, porque os bombeiros até receberam autorização para levar os sem-teto à força às instituições especializadas.

Muitos sem-teto se recusam a sair da rua, mesmo com essas temperaturas extremamente baixas. Eles reclamam das condições estritas de acolhimento: não podem consumir álcool durante a estadia, e muitos são dependentes da bebida. Também não podem levar com eles os animais de companhia. Outra regra dolorosa é ter de abandonar na rua a maior parte dos objetos de uso pessoal, que muitas vezes demoraram meses para recolher e são os únicos pertences.

Por isso, em escala limitada, algumas associações, como o Samu do 12° distrito de Paris, têm permitido a entrada de animais e o consumo de bebidas alcoólicas no jardim. No local, a única regra que os sem-teto devem respeitar é a não violência.

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