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França

Extrema-direita francesa parte para o ataque nas redes sociais

media Marine Le Pen, candidata populista à presidência da França REUTERS/Philippe Wojazer

Centenas de milhares de seguidores e sites hiperativos: na corrida para a eleição presidencial francesa, a extrema-direita tem poder de fogo inigualável nas redes sociais, que ela usa para impor seus pontos de vista e atacar os rivais de sua candidata, Marine Le Pen.

Desde a nomeação de François Fillon como candidato da direita em novembro, a Frente Nacional lidera uma campanha ativa sob a hashtag #LeVraiFillon (#OVerdadeiroFillon) divulgando diariamente algumas de suas declarações sobre o Islã, a situação dos estrangeiros, a reforma da segurança social etc. O objetivo é desacreditá-lo.

O partido também atira em Emmanuel Macron, na frente nas pesquisas com François Fillon e Marine Le Pen. "#Macron ministro da Economia significa 400 mil desempregados a mais", tuitou na quinta-feira Nicolas Bay, secretário-geral da FN.

"Funciona muito bem, os outros têm dificuldades para responder, a equipe de Fillon não parece muito acostumada a isso", comenta David Rachline, diretor da campanha de Marine Le Pen, para quem as redes sociais permitem "uma relação com os franceses sem filtro".

Essa comunicação faz parte de uma velha estratégia: desde 1996, a Frente Nacional foi o primeiro partido político a criar seu site para contornar a mídia tradicional. Hoje os quadros do partido tuitam e postam constantemente.

Mais seguidores

Com mais de um milhão de assinantes no Facebook e no Twitter, Marine Le Pen reúne um público maior do que o dos demais candidatos presidenciais e não hesita em usá-lo para "falar diretamente com as pessoas."

"A vantagem de uma rede social é que você não tem oposição. Você tem a sua palavra e não é incomodado por um jornalista que poderia frustrar seu discurso", aponta Christian Delporte, especialista em comunicação política.

Para ampliar sua audiência, a Frente Nacional difunde em diferentes contas a mesma mensagem ao mesmo tempo, uma tática destinada a demonstrar que as ideias da Marinha Le Pen são "maioria na França".

Além de sua própria rede, a Frente Nacional também se beneficia da ressonância do movimento de extrema-direita, muito presente nas redes sociais, de acordo com Dominique Albertini, co-autor de "Fachosphère", um livro sobre este assunto.

Exemplo recente, a campanha #FaridFillon, que retrata François Fillon como alguém próximo aos círculos islâmicos - uma estratégia já utilizada contra o ex-primeiro-ministro Alain Juppé durante as primárias da direita com a hashtag #AliJuppé.

"Isso é o que diz a FN com palavras um pouco mais escolhidas, mas na mesma direção", aponta Dominique Albertini. Segundo ele, a "lógica das redes" permite que a Frente Nacional "colha os frutos de tais operações sem se molhar".

Fundamentalistas islâmicos

Embora negue que a FN esteja por trás desta campanha, Marine Le Pen alimenta o debate: "A verdadeira questão é qual é a relação de Fillon com os fundamentalistas islâmicos?", lançou, questionada sobre o assunto.

Durante a campanha presidencial, jornalistas especializados em redes sociais esperam uma proliferação de tuítes e hashtags emitidos pela "fachosphère" para dar uma impressão de massa e impor seus temas à mídia tradicional.

"Ao realizar uma operação de 'trending topic', eles vão conseguir ser visíveis fora da sua própria rede", explica Nicolas Vanderbiest, autor do blog Reputatiolab. "As pessoas se dizem 'Ei, que hashtag é essa?', descobrem e entram em contato com a 'informação'".

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