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França

Epidemia de gripe lota hospitais na França e preocupa autoridades

media O pronto-socorro do Hospital Cochin de Paris, nesta quarta-feira, 11 de janeiro de 2017. AFP

A epidemia de gripe começou mais cedo do que o previsto na França e os hospitais de todo o país estão lotados. O vírus é muito mais nocivo que nos anos anteriores e a ministra da Saúde, Marisol Touraine, teme que o balanço deste surto seja pior ou igual a epidemia do inverno de 2014/2015 que matou 18 mil pessoas. Ela pediu nesta quarta-feira (11) que os hospitais adiem operações que não são urgentes para liberar leitos para os milhares de doentes, principalmente idosos, mais expostos às complicações da doença.

O pico da epidemia de gripe, provocada pelo vírus H3N2, é esperado só na semana que vem, mas os hospitais franceses já estão saturados. Em muitos serviços de emergência, os pacientes têm que ser atendidos nos corredores.

Desde 1° de novembro de 2016, início do surto, 627 casos graves foram internados em serviços de reanimação; 52 pessoas, a grande maioria delas com mais de 65 anos de idade, morreram. O número de casos registrado até agora aponta que esse é o surto mais intenso dos últimos dez anos. Como a epidemia começou mais cedo do que o esperado, muitas pessoas não tinham ainda se vacinado.

Só na semana passada, os prontos-socorros dos hospitais franceses receberam cerca de cinco mil pacientes e quase 800 deles tiveram que ser hospitalizados. Mas como a média de duração das internações é de 10 a 15 dias, a grande preocupação do governo é garantir vagas nos hospitais para os novos pacientes.

Hospitais sob tensão

Em todo o país, 142 dos 850 hospitais franceses se declararam como "estabelecimento de saúde sob tensão". Esse dispositivo permite criar leitos suplementares, chamar para trabalhar funcionários em férias e adiar tratamentos não-urgentes.

Dominique Pateron, chefe do Serviço de Emergência do Hospital Saint-Antoine, em Paris, disse ao Aujourd'hui en France que em "30 anos de carreira nunca viu uma epidemia de gripe de tanta intensidade". O estabelecimento baixou o plano "hospital sob tensão" desde a última sexta-feira (6) e o médico tem certeza que "haverá na França um número maior de vítimas de gripe que nos anos anteriores".

A gripe provocou um número recorde de vítimas no inverno de 2014/2015, quando 18.300 mortos foram registrados.

Críticas

Segundo o governo, 784 mil pessoas com sintomas de gripe consultaram um clínico geral nas últimas quatro semanas. A ministra da Saúde aconselha os médicos a tratarem os doentes em casa ou no consultório para evitar de sobrecarregar ainda mais os hospitais.

O médico Patrick Pelloux, especialista do setor de emergência e líder sindical, criticou o governo. Segundo ele, "muitos leitos foram suprimidos nos hospitais franceses nos últimos 20 anos". Philippe Juvin, chefe da emergência do Hospital Georges-Pompidou de Paris e deputado europeu pelo partido conservador Os Republicanos, lamentou que "todos os anos essa situação de hospitais lotados devido a epidemia de gripe se repita e nada seja feito para mudar essa situação".

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