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França

ONGs denunciam falta de abrigos para os sem-teto no inverno francês

media Sem teto em uma parada de ônibus em Paris. REUTERS/Charles Platiau

Uma onda de frio polar atinge a França e provoca queda brusca das temperaturas. As regiões leste e sudeste, onde ficam a Alsácia e os Alpes, registram nesta sexta-feira (6) de 2 a 8 graus negativos. Diante de um inverno que promete ser rigoroso, as associações e ONGs de assistência à população carente aumentam a pressão sobre o governo para ampliar a oferta de abrigos para acolher os moradores de rua.

Na quarta-feira, a Federação dos Atores de Solidariedade (Fnars) denunciou que a França enfrenta um dos "invernos mais difíceis" em relação à oferta de abrigos e constatou um aumento do número de sem-teto obrigados a dormir ao relento, apesar das baixas temperaturas.

A ministra da Habitação, Emmanuelle Cosse, contesta as críticas feitas pela instituição e afirmou, em entrevista ao jornal Le Parisien, nesta sexta-feira, que este inverno "não é mais difícil que os outros" em relação a alojamentos de emergência para a população carente. "Em 2012, existiam 80 mil lugares em abrigos. Aumentamos para 128 mil e continuamos a abrir outros", declarou.

A Fnars denunciou ainda que "menos da metade" dos que ligam para o 115 - o número de urgência para os sem-teto - não são atendidos. A ministra rebate e estima que fica em "torno de 30%", mas disse não pretender entrar em uma "batalha de números".

A ministra também comentou o caso de um sem teto, de 54 anos, encontrado morto por hipotermia, no dia 30 de novembro no centro de La Rochelle, oeste do país. De acordo com a imprensa local, o homem não aceitou a ajuda proposta pelos serviços de emergência. "A vítima recusou ser atendida. Não se trata apenas de criar novos leitos, é preciso também convencer os sem teto a aceitá-los", disse Emmanuelle Cosse.

A Associação Mortos da Rua indicou que mais de 400 sem-teto morreram no ano passado no país.
 

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