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França

Agricultor francês pode ser preso por acolher migrantes em sua casa

media O fazendeiro Cédric Herrou, de 37 anos, pode pegar cinco anos de prisão. AFP/Yann COATSALIOU

Ele se tornou o símbolo de cidadãos franceses que se mobilizam em prol dos migrantes. Cédric Herrou, agricultor de 37 anos da cidade de Breil-sur-Roya, no sul da França, começará a ser julgado nesta quarta-feira (4) por ter acolhido clandestinos em sua residência. O francês pode ser condenado a até cinco anos de prisão e pagar uma multa de € 30 mil.

A justiça francesa considera que Herrou não teve objetivos humanitários, mas agiu como militante ao ajudar migrantes que atravessaram a fronteira da França com a Itália para buscar refúgio na Europa. Ele criou uma associação que, além de acolher pessoas vindas do Sudão, da Eritreia e da Nigéria em sua fazenda, também ajudou a transportar dezenas de migrantes até estações de trem, ajudando-os a seguir viagem para outras cidades francesas ou países europeus.

Ao chegar ao tribunal de Nice nesta quarta-feira, Herrou deu sinais de que não vai deixar de ajudar os migrantes. "O que eu faço não é um sacrifício, é uma honra", declarou. Para a imprensa francesa, o agricultor declarou que todos os franceses têm obrigação de ajudar as pessoas que fogem da fome e de guerras na África e no Oriente Médio a sobreviver. "O maior perigo é essa fronteira que foi estabelecida em nome do terrorismo", reiterou.

O fazendeiro foi acolhido na tarde desta quarta-feira por um grupo de 300 pessoas que exibiam cartazes com mensagens como "As fronteiras são as cicatrizes da terra" e "todos devem ser solidários". "Vou ter que justificar minha ações e eu o farei em nome de todas essas pessoas que passaram pela minha casa. Se sou obrigado a fazer isso para apoiar essas pessoas, vamos lá!". Herrou também provocou as autoridades: "Vou pedir ao juiz que o prefeito venha aqui também se justificar sobre os milhares de menores que ele expulsa".

Justiça francesa fecha o cerco aos franceses solidários

Em agosto de 2015, o agricultor começou a ser investigado depois que transportou da fronteira com a Itália para sua casa nove eritreus. Mas a justiça fechou o cerco ao francês depois que ele alojou cinquenta migrantes em uma colônia de férias da Companhia Ferroviária Francesa (SNCF), na cidade de Saint-Dalmas-de-Tende, no sul da França - ação denunciada pelos vereadores de direita do local. A ocupação terminou com uma violenta intervenção das forças de ordem.

Além de Herrou, outros casos de franceses solidários aos migrantes ganham frequentemente as páginas dos jornais e comovem a opinião pública. Em novembro do ano passado, Pierre-Alain Mannoni, um pesquisador de Nice de 45 anos, foi condenado a seis meses de prisão com sursis por ter transportado da fronteira da França com a Itália um grupo de migrantes eritreus. A justiça francesa volta a avaliar seu caso na sexta-feira (6).

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