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França

Apesar de ataque em Berlim, feira de Natal em Paris tem alta frequentação

media Policiais franceses patrulham no mercado de Natal na avenida Champs Elysees, em Paris, em 20 de dezembro de 2016. CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP

Após o atentado terrorista em Berlim na noite de segunda-feira (19), o Ministro do Interior da França, Bruno Le Roux, disse em visita ao Mercado de Natal de Strasbourg na manhã desta terça-feira (20) que a questão da segurança no país está sob controle, e que já estão em prática as medidas planejadas desde novembro deste ano.

Sarah Bazin

“A questão não é fazer mais e, justamente, não queremos passar a impressão de que devemos sempre fazer mais. O apelo que já fiz, e renovo, é de que a população venha visitar os comerciantes, se divertir e fazer a festa, mas que sejam prudentes também. Eu venho ao mercado hoje dizer que todos podem vir e que a segurança está totalmente garantida,” disse Le Roux.

O mercado de Natal de Strasbourg é, segundo as autoridades francesas, um dos espaços visados por seis homens que foram presos nas últimas semanas, e planejavam um atentado ao país para o mês de dezembro. A lista dos lugares que seriam atacados se estende até o mercado de Natal da Champs-Élisées, em Paris, um dos mais visitados da Europa e que chega a receber mais de 15 milhões de visitantes a cada ano.

Mas nem a ameaça, nem o ataque terrorista em Berlim tiraram os franceses e os turistas da rua. Foram muitos a chegarem desde cedo ao mercado de Natal na avenida mais famosa da capital. Para Yvonne, 62 anos, a matriarca de uma família que veio da Normandia, a população não pode se deixar acuar pelas últimas notícias. “Chegamos ontem à Paris e nosso plano era vir hoje ao mercado. Claro que temos medo e que estamos atentos a tudo, mas não achamos que por isso devamos mudar todos os nossos planos. As crianças merecem um Natal feliz,” disse.

Para um vendedor Romeno, já veterano no mercado, esse ano as vendas estão melhores que no ano passado. “O último Natal foi marcado pelo atentado de novembro na cidade, e acho que isso afetou muito. Hoje, por exemplo, o Mercado está cheio desde cedo, parece que os franceses não têm medo.” Esse sentimento é confirmado por uma outra vendedora que grita “não temos medo!” em direção à reportagem.

Mas, para Muriel, 54 anos, o sentimento de segurança não é completo. “Quando cheguei vi que não tinham barricadas de concreto para proteger os pedestres, e o que nos separa da rua é só essa grade. Isso me transmite uma certa insegurança,” afirma.

Mesmo assim, o policiamento no local está reforçado e pode se ver em todas as esquinas carros da polícia, além de vários guardas que fazem ronda na avenida.
 

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