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França

Marine Le Pen defende fim da escola gratuita para clandestinos na França

media Marine Le Pen durante o lançamento do logotipo de sua campanha, no dia 16 de novembro. REUTERS/Charles Platiau

A líder do partido Frente Nacional, Marine Le Pen, candidata de extrema-direita à eleição presidencial francesa de 2017, defendeu nesta quinta-feira (8), em Paris, o fim da gratuidade no ensino público para alunos estrangeiros em situação irregular no país. "Acabou a brincadeira", declarou a candidata.

"A solidariedade nacional deve existir para os franceses. Não tenho nada contra estrangeiros, mas digo a eles: se vierem a nosso país, não esperem que sejam cuidados, que seus filhos sejam educados gratuitamente. Acabou o recreio", declarou a candidata populista durante um encontro no Instituto de Pesquisa BVA.

Marine disse que é preciso acabar com a gratuidade na escola para "os filhos de clandestinos". Alegando que o país não tem mais meios para financiar a escolaridade gratuita para todos, ela defendeu que a rede pública de ensino seja reservada "aos mais pobres, mais modestos e humildes".

Para os alunos estrangeiros de famílias com residência legal no país, ela faz uma distinção. Os pais que pagam impostos, mesmo sendo estrangeiros, continuariam a ter acesso à escola pública gratuita. Aqueles que forem estrangeiros e não alimentarem o caixa do Estado terão de pagar uma "contribuição" para o filho frequentar a rede pública.

"Imigrantes não trabalham"

Questionada sobre outros temas sociais, como aposentadoria e imigração, Marine afirmou que "a população imigrante não trabalha". "Sem falar nos programas sociais que permitem que uma pessoa receba um auxílio velhice com o único critério de ter 65 anos, sem nunca ter trabalhado no país. Esses chegam a receber €750 por mês, €1.500 no caso de um casal, enquanto agricultores vivem com €300 ou €400 de aposentadoria", acrescentou com exagero.

A fala da candidata omite detalhes da legislação em vigor. Segundo o programa de solidariedade para idosos, um auxílio mensal é previsto aos estrangeiros regulares, que tenham um título de residência de no mínimo 10 anos e autorização de trabalho. A lei exclui dessa obrigação apátridas, refugiados, pessoas que tenham combatido em guerras ao lado do Exército francês e membros da União Europeia e Suíça. 

Discurso xenófobo esconde programa econômico opaco

Com um programa de governo opaco na área econômica, principal motivo de preocupação dos franceses, segundo pesquisas, Marine Le Pen busca marcar seu território na agenda social. Seu discurso visa um eleitorado que perdeu o emprego devido à concorrência global ou viu a vida ficar mais cara e difícil. É o mesmo discurso que levou milhares de britânicos a votar a favor do Brexit. A diferença é que, na França, a Frente Nacional tem um passado fascista e antissemita.

Na quarta-feira (7), Marine foi obrigada a enquadrar sua sobrinha e deputada do departamento de Vaucluse, Marion Maréchal-Le Pen, sobre a questão do aborto.

Apoiada por um eleitorado católico conservador, Marion defende que os recursos públicos que garantem o direito ao aborto sejam direcionados a mães solteiras e qua ainda hesitam diante da interrupção da gravidez. Para deixar claro quem manda no partido, Marine se irritou com a sobrinha e garantiu que, se for eleita presidente, o sistema de saúde público continuará a reembolsar integralmente as despesas com o aborto. A prática é legalizada no país desde 1975.

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