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França

Quem é Emmanuel Macron, ex-ministro que se candidatou à presidência da França?

media Emmanuel Macron anuncia sua candidatura à presidência em 16 de novembro de 2016 REUTERS/Jacky Naegelen

Ele é jovem, ambicioso e ex-protegido do presidente François Hollande, tendo sido seu ministro da Economia de 2014 a 2016. Emmanuel Macron anunciou nesta quarta-feira (16) sua intenção de entrar na corrida presidencial e pode atrapalhar os projetos de Hollande de concorrer a um segundo mandato.  

Foi no ateliê de um centro de formação em Bobigny, subúrbio popular no norte de Paris, que Emmanuel Macron, de 38 anos, lançou sua candidatura.

Considerando a eleição presidencial como "uma oportunidade para avançar", ele afirmou estar consciente da responsabilidade de um presidente e que, por este motivo, resolveu se candidatar. Sem poupar o antigo protetor, François Hollande, ele definiu a França como um país bloqueado por corporativismos de todas as espécies e em declínio, acrescentando que está convencido que "o pior está por vir". " A França não poderá vencer os desafios do século XXI com os mesmos homens e as mesmas ideias", disse, razão pela qual colocou sua candidatura "sob o signo da esperança".

Emmanuel Macron deixou o cargo de ministro da Economia em agosto deste ano e fundou o movimento En Marche! (Em Movimento!) com suas iniciais EM, "nem de direita nem de esquerda", arrancando comentários sarcásticos da classe mais experiente. Ironias à parte, ele reivindica ter 100.000 partidários e uma pesquisa realizada pelo jornal Le Figaro, em setembro, o aponta como mais popular do que o presidente Hollande.

A próxima etapa será conseguir 500 assinaturas de políticos eleitos e obter €9 milhões de financiamento para sua campanha. Até hoje, ele diz ter conseguido €2,8 milhões, bem longe ainda do objetivo fixado. Sem filiação a nenhum partido tradicional, sua capacidade de concretizar o percurso é vista com ceticismo por grande parte da classe política do país; mesmo se as pesquisas indicam que ele tem 14% de intenções de voto no primeiro turno da presidencial, em maio e abril de 2017.

Para os analistas, essa candidatura fratura ainda mais a esquerda francesa, já agonizante, e perturba o jogo da direita, dividida entre o isolamente identitário e a abertura ao centro.

De homem de negócios a presidenciável

Macron fez seus estudos nas mais prestigiosas escolas francesas. Mestrado em Filosofia e, em seguida, a ENA, Escola Nacional de Administração, de onde saíram dezenas de ocupantes de cargos políticos. Aos 24 anos, ingressou no Partido Socialista, mas nunca foi eleito por voto popular.

Na vida pessoal, é tão ousado quanto na política. Charmoso, apaixonado por música, é também um exímio dançarino de tango. Ignorando os preconceitos, casou-se com sua professora de francês em 2007, Brigitte Trogneux, com 24 anos a mais do que ele. Aos 38 anos, já é avô pois sua esposa tem três filhos do primeiro casamento. 

Sua carreira fulgurante o levou ao banco de negócios Rothschild, onde fez fortuna, sendo nomeado  sócio-diretor depois de quatro anos de trabalho.

É em 2010 que a política abre suas portas para o ambicioso e bem sucedido homem de negócios. Recusando o convite para integra o gabinete do então primeiro-ministro François Fillon (UMP), ele mergulha de cabeça nas primárias socialistas, militando por François Hollande. Entre 2012 e 2014 ele será o secretário-adjunto de Hollande, encarregado do polo de economia e finanças, até chegar ao cargo de ministro da Economia.

Lei Macron e polêmica

Em fevereiro do ano passado, o governo francês aprovou por decreto a lei proposta por Macron, popularizada com seu nome, que liberaliza a economia. O projeto de lei causou enorme polêmica no país e dividiu os próprios socialistas. Chamada de Lei do Crescimento, da Atividade e da Igualdade de Oportunidades, a Lei Macron, como ficou conhecida, é apresentada como um propulsor de reformas, autorizando o trabalho no comércio durante 12 domingos por ano, além de maior flexibilidade para os chamados "planos sociais", aplicados nos projetos de reestruturação de empresas.

Macron e a fama de traidor

O anúncio da candidatura do jovem político desencadeou uma avalanche de críticas da direita e da esquerda. Entre as mais amargas, estão as que o colocam como um traidor, já que aproveitou o declínio histórico da popularidade de François Hollande para deixar o governo, pegando carona na simpatia dos franceses para se lançar numa "carreira solo".

Vejam algumas reações do mundo político:

"A traição... é este o princípio moral que rege essa campanha aflitiva? Aí está uma pessoa que há dois anos ninguém conhecia e que subiu na vida pública pela vontade do presidente François Hollande e do primeiro-ministro Manuel Valls. Quem traiu, trairá". (Jack Lang, ex-ministro da Cultura e da Educação do PS)

"A traição de Emmanuel Macron, que definiu e aplicou a política fiscal e o declínio industrial de François Hollande, agora é total.(...)  Essa candidatura é mais um problema para François Hollande do que uma solução para os franceses e francesas".(Philippe Vigier, presidente do grupe UDI  na Assembleia Legislativa).

"Um problema para a esquerda".(Alain Juppé, partido Os Republicanos, candidato das primárias da direita e do centro).

"É preciso uma experiência adquirida com o tempo para governar e recusar as aventuras individuais". (Manuel Valls, PS, primeiro-ministro)

"Tudo isso é muito hipócrita (...) parece uma encenação. O compromisso político não é um negócio de algumas semanas ou meses, é um longo caminho... (Jean-François Coppé, partido Os Republicanos, candidato das primárias da direita e do centro).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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