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França

Polícia francesa evacua quase 4 mil migrantes na região norte de Paris

media s autoridades francesas começaram a retirar na manhã desta sexta-feira (4) os ocupantes do acampamento no 19° distrito de Paris. REUTERS/Benoit Tessier

A operação para esvaziar um acampamento cerca de 3,8 mil migrantes no norte de Paris, localizado entre as estações de metrô Jaurès e de Stalingrad, foi concluída nesta sexta-feira (4) sem incidentes.

Centenas de pessoas foram levadas um pouco antes das 6h locais (3h de Brasília) através de um cordão policial, montado em uma parte do campo habitada por migrantes afegãos. Durante a manhã, vários ônibus transportaram os migrantes para abrigos na região de Paris. Em sua maioria sudaneses, afegãos e eritreus, os migrantes foram acordados antes das 6h para deixar o acampamento, que se tornou a maior favela na França após o fim da "selva" de Calais, na semana passada.

"Não tenho ideia de para onde vamos. Paris, ou mais longe. Tudo bem. O mais importante é ter documentos. Estou há um mês aqui, em uma barraca. Tudo bem ir embora", afirmou Khalid, migrante de 28 anos. Outro refugiado, Mohamed Mardi, um sudanês também de 28 anos, chegou da Itália nesta quinta-feira (3) depois de receber "alguns telefonemas". "Atravessamos o oceano por uma razão, só quero um lugar tranquilo para viver", declarou.

Disputas políticas

Segundo Emmanuelle Cosse, ministra francesa da Habitação, a França tem “lugar para acolher todo mundo”. A cidade de Paris se responsabilizou por 450 pessoas consideradas vulneráveis entre crianças, famílias e mulheres solteiras, segundo o prefeita Anne Hidalgo, que anunciou a abertura prevista para os próximos dias de um "centro de recepção humanitária" para migrantes na capital francesa.

Para o ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, não existe "nenhuma mini-Calais” no país, após o desmantelamento da "selva" no norte da França, ao contrário das acusações da oposição francesa, e disse nesta sexta-feira (4) que os evacuados devem obter " o estatuto de refugiado." Segundo o deputado Eric Ciotti (Os Republicanos, de direita), “o problema não foi resolvido em sua base”. Para Ciotti, houve em Calais um "uso do pedido de asilo para fins de imigração ilegal". Bernard Cazeneuve, no entanto, rebateu as críticas da oposição afirmando que “as pessoas que estavam em Calais vieram de países onde eram perseguidas, sejam eles sudaneses de Darfur, eritreus, iraquianos ou sírios. Não havia nenhuma razão para não lhes oferecer proteção."

Os números da operação no norte de Paris

Mais de 600 membros das forças de ordem francesa foram mobilizados para concluir a operação. Os migrantes foram levados em cerca de 80 ônibus para centros de acolhimento temporários, de onde devem ser encaminhados, nos próximos dias, a locais onde poderão fazer o pedido de asilo. A operação direcionou 5.132 adultos e 1.930 crianças a abrigos públicos na capital francesa.

De acordo com a prefeitura de Paris, 120 mulheres e crianças também viviam no acampamento. O local já havia sido esvaziado duas outras vezes nos últimos meses, em julho e em setembro, mas se reconstituiu rapidamente nas últimas semanas, especialmente após o fechamento do acampamento de Calais, no norte da França, na semana passada.

 Veja as imagens da operação desta sexta-feira no campo de migrantes ao norte de Paris:

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