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França

Francesa Total e Petrobras anunciam acordo estratégico

media Presidente Michel Temer durante audiência concedida ao Presidente do Conselho de Administração e Diretor Presidente da Total S.A., Patrick Poyanné, e ao Diretor Geral da Total E&P do Brasil, Maxime Rabilloud. 24/10/16 Beto Barata/PR

A Petrobras e a francesa Total firmaram nesta segunda-feira (24), no Rio de Janeiro, um acordo para "consolidar sua aliança estratégica". O anúncio foi feito pelo presidente do grupo francês, Patrick Poyanné, que se reuniu mais cedo com o presidente Michel Temer.  

"Trata-se de um novo tipo de acordo, porque a ideia é chegar a crescer junto com a Petrobras no Brasil, não apenas na exploração e produção, mas também no gás e a eletricidade, onde a Total também busca se desenvolver", disse Poyanné.

O assunto foi destaque em vários jornais franceses. O Les Echos lembra que as duas empresas querem "acentuar a cooperação". Enquanto a Total está interessada nas centrais elétricas, a Petrobras busca a confiança dos investidores. O Le Parisien, citando o presidente-executivo da empresa francesa, lembra que o Brasil viveu dois anos delicados por conta do preço do petróleo, e por razões domésticas. Mas também, diz, há uma nova dinâmica aberta aos interesses privados e internacionais.

Em um comunicado, a Petrobras disse que as empresas “se comprometem a avaliar de maneira conjunta oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de mútuo interesse, beneficiando-se de suas reconhecidas experiências em todos os segmentos da cadeia de petróleo e gás", declarou a Petrobras.

No mesmo dia, Pouyanné se reuniu com o presidente Michel Temer, que havia garantido que, em um discurso mais cedo, "depois de uma recessão muito aguda" seu governo está tomando medidas importantes. Entre elas, um severo ajuste fiscal para "criar um ambiente muito favorável aos negócios".

"Futuro no país não é um mar de rosas"

"O Brasil viveu dois anos um pouco delicados, devido ao preço do petróleo e também por razões internas, mas há uma nova dinâmica de querer se abrir aos interesses privados e internacionais", apontou. "Sabemos que o futuro não é um mar de rosas", comentou o presidente-executivo da Total.

"O preço do petróleo caiu de US$ 100 a US$ 50, a economia do Brasil teve o maior crescimento há 4, 5 anos, e hoje tem muitas dificuldades. Os fundamentos são: há petróleo e há gás no Brasil, é um grande mercado. O mundo precisa de petróleo e, para tê-lo, deve-se investir", argumentou.

"Esse acordo se insere em um momento importante de reativação do nosso setor no Brasil", acrescentou Parente, presidente da Petrobras desde maio. O acordo com a Total representa parte dessa estratégia de buscar sócios para promover a exploração de petróleo.

"O novo presidente da Petrobras pôs em marcha uma nova estratégia que dá lugar a associações com os principais grupos internacionais. Como isso corresponde ao que nós também buscamos, conseguimos nos encontrar", descreveu Pouyanné, que prevê os primeiros anúncios concretos para "antes do fim do ano".

Atividades conjuntas

No segmento de gás e energia, ambas as empresas vão desenvolver atividades conjuntas no território brasileiro. Uma segunda etapa do acordo prevê que se estenda a cooperação a todos os segmentos da área de refino e de gás natural.

As duas empresas já são aliadas em 15 consórcios de exploração e produção, nove deles no Brasil e seis em outros países. Aqui, são sócios no campo de pré-sal de Libra, com reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de crus recuperáveis.

(Com informações da AFP)
 

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