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França

Calais: “Migrantes terão solução digna”, diz secretária de Segurança na França

media A retirada dos migrantes no acampamento em Calais, na França, começou às 8h desta segunda-feira, 24. Reuters/Pascal Rossignol

A França começou a desmantelar na manhã desta segunda-feira (24) a chamada "Selva" de Calais. As primeiras mulheres, crianças e doentes dos cerca de 8 mil migrantes do Afeganistão, Sudão e Eritreia, se apresentaram com seus pertences no hangar utilizado como base de operações.

Os refugiados serão espalhados nos 451 centros de acolhida em todo o território francês. Um primeiro ônibus com 50 sudaneses a bordo partiu menos de uma hora depois do início oficial da operação. No total, entre 6 mil e 8 mil migrantes serão evacuados em uma operação que vai durar a semana toda e distribuídos em 280 abrigos em toda a França.

“Todos os migrantes terão uma solução digna e poderão viver de maneira digna em nosso país e para mim isso é algo muito importante. Já faz dois meses que trabalhamos com as associações neste desmantelamento e procuramos lugares para eles na França”, diz Fabienne Bussio, secretária de segurança pública da região de Nord Pas de Calais, em entrevista à RFI.

Segundo Christian Salomé, presidente da Associação Albergue dos Migrantes, depois do desmantelamento do campo, haverá uma espécie de “fiscalização” para impedir o retorno deles à Calais. “Mas as pessoas sempre acabam voltando, sempre há conflitos pelo mundo”, declara.

“Não há trabalho ou lugar para ficar. Para nós, o país é uma ponte, não se vive em uma ponte”, diz esse migrante da Eritreia. Já esse sudanês de 25 anos, o primeiro da fila a deixar o campo, declarou que "qualquer lugar da França será melhor do que Calais". A maioria deles pretende ir para o Reino Unido, onde já vivem outros parentes.

Segurança e logística complicados

Cerca de 1.250 policiais foram mobilizados para garantir o bom andamento da operação. Além da logística complexa, a operação também é delicada do ponto de vista de segurança. Neste domingo, houve confrontos entre os migrantes e a polícia, que preferiu intervir com bombas de gás lacrimogêneo.

O governo britânico acelerou os procedimentos para acolher estas crianças e adolescentes, dos quais cerca de 500 têm famílias no Reino Unido.

Mais de um milhão de pessoas que fogem da guerra e da pobreza na África e no Oriente Médio chegaram à Europa em 2015, semeando divisões entre os 28 países da União Europeia (EU) e alimentando a ascensão dos partidos de extrema-direita.
 

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