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França

Fashion Week de Paris tem mulheres de volta à frente de marcas de moda

media A francesa Bouchra Jarrar estreou à frente da maison Lanvin AFP/PATRICK KOVARIK

A temporada de desfiles do prêt-à-porter primavera-verão 2017 termina nesta quarta-feira (5). A semana foi marcada pelo chegada de várias estilistas à frente de grandes maisons de moda parisienses. O fenômeno é relativamente raro, em um setor onde o controle das passarelas é dominado pelos homens.

Todos os olhares do mundo da moda estavam voltados para a abadia de Penthemont durante essa Fashion Week parisiense. Afinal, o público queria saber como seria a estreia do belga Anthony Vaccarello à frente da marca Saint Laurent. Sem surpresa, o jovem estilista foi fiel ao seu estilo, com looks marcados por influências da década de 1980 com uma pitada sexy. As alusões à herança deixada por Yves Saint Laurent puderam ser vistas principalmente nos smokings, onde pouca coisa foi mudada desde o momento em que o gênio das tesouras decidiu “dar o poder” às mulheres, como dizem os historiadores da moda.

No entanto, o debate sobre o empoderamento para as mulheres nessa fashion week aconteceu mesmo nos bastidores, que assistiram à chegada de estilistas na direção artística de três grandes maisons parisienses: a francesa Bouchra Jarrar, que tinha a difícil tarefa de substituir Alber Elbaz na Lanvin, a franco-cambojana Christine Phung, à frente da tradicional Léonard e, é claro, a italiana Maria Grazia Chiuri, que deixou Valentino para se tornar a primeira mulher a assumir o estilo da Dior.

Mesmo se a história da moda é marcada por mulheres de peso, como Gabrielle Chanel, Elsa Schiaparelli ou Sonia Rykiel, sem esquecer Miuccia Prada, Donatella Versace e Vivienne Westwood mais recentemente, elas são a exceção. De Louis Vuitton a Balenciaga, passando por Burberry, Armani ou a própria Chanel, as grandes marcas de moda feminina, principalmente no mundo do luxo, estão nas mãos de rapazes – alguns, aliás, não tão mais rapazes e já próximos da aposentadoria.

Para Bruno Benedic, consultor em estratégia de moda e professor na Esmod/Isem, essa nova onda de mulheres "diretoras artísticas" responde a uma tendência que já vinha sendo adotada em várias marcas menos visíveis. “Esse fenômeno só chama a atenção agora principalmente por causa da chegada de Maria Grazia Chiuri na Dior, uma maison com uma história forte e visibilidade internacional”.

No entanto, ainda há muito a ser feito em termos de igualdade no setor. Basta dar uma olhada para as classes das escolas de moda, onde as meninas são bem mais presentes que os rapazes, e constatar que os números são inversamente proporcionais no alto escalão das marcas, principalmente nos postos de direção. “Os cargos de executivos ainda são monopolizados pelos homens”, lembra Bruno Benedic, provando que o “glass ceiling” também existe no mundo das passarelas.

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