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França

Hollande promete acabar "definitivamente" com "Selva de Calais"

media O presidente francês, François Hollande, durante discurso nesta segunda-feira (26) em Calais, no norte da França. REUTERS/Thibault Vandermersch

O presidente francês, François Hollande, prometeu nesta segunda-feira (26) desmantelar “definitivamente” o maior acampamento de migrantes do país, conhecido como "Selva de Calais". No local, vivem atualmente entre sete mil e dez mil pessoas.

Diante das forças de segurança, na sede da polícia de Calais, Hollande enfatizou que a operação de desmantelamento do acampamento acontecerá "antes do inverno", mas não informou se já há uma data prevista. "O governo irá até o fim, estamos no caminho de uma solução, que está próxima. Devemos desmontar o acampamento completamente, definitivamente", reiterou.

Durante seu discurso, Hollande também exortou os britânicos a "assumirem sua responsabilidade no esforço humanitário que a França cumpre e continuará a cumprir". "Estou determinado a fazer com que os britânicos participem do esforço humanitário que a França está realizando" enfatizou. A declaração é feita uma semana depois do início da construção de um novo muro para impedir que os migrantes se aproximem do porto de Calais, um projeto financiado pelo Reino Unido.

No local, Hollande se reuniu com a polícia, com políticos locais, associações humanitárias e empresários. O chefe de Estado não visitou, no entanto, o acampamento.

Calais no alvo da campanha presidencial

A sete meses das eleições presidenciais, a imigração domina a campanha de uma parte da direita com o objetivo de cortejar os eleitores do partido de extrema-direita Frente Nacional, que, segundo todas as pesquisas, passaria ao segundo turno das presidenciais. O ex-presidente Nicolas Sarkozy, candidato às primárias da direita, visitou Calais na semana passada e convocou a restabelecer os controles nas fronteiras para evitar que a França seja "afundada" pelos migrantes.

Sarkozy e seus simpatizantes multiplicam os ataques contra a política do governo socialista e criticam sobretudo a abertura anunciada de centros de migrantes em todo o território para acolher as milhares de pessoas expulsas de Calais e de acampamentos informais em Paris.

Hollande, que até agora havia se mostrado discreto sobre o tema da imigração, entrou de cabeça no debate nos últimos dias. No sábado (24), o presidente francês já havia adiantado que pretendia desmantelar a "Selva de Calais". Na ocasião, ele ressaltou que a França "não será um país de acampamentos".

Na cidade de Tours, no centro do país, Hollande visitou um dos 164 centros de acolhimento e orientação, abertos para receber migrantes de Calais e de Paris. O governo pretende criar 9 mil novas vagas nesses locais até o fim de 2016.

Associações estão céticas sobre o desmantelamento

Líderes de Ongs e associações de apoio aos migrantes se reuniram nesta segunda-feira com Hollande, mas demonstraram ceticismo sobre a operação que visa colocar um fim ao acampamento. O temor com o desmantelamento é que os migrantes deixem o local e tentem a todo o custo entrar no Reino Unido.

A questão também debatida pela extrema-esquerda francesa. O secretário nacional do Partido Comunista Francês (PCF), Pierre Laurent, declarou à RFI que ainda é cedo para os centros de acolhimento gerenciarem todos os migrantes que deixarão Calais. "A organização para o recebimento dessas pessoas deve ser feita com as cidades e os prefeitos", sugere. Para Laurent, o anúncio de hoje deixa a impressão de que o problema será resolvido em um mês, "o que sabemos que não é verdade".

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