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França

Mãe de menino suspeito de preparar atentado diz que filho "não é terrorista"

media Polícia francesa realiza operação antiterrorismo nos arredores de Paris. REUTERS/Christian Hartmann

Em entrevista nesta segunda-feira (12) à rádio francesa Europe 1, a mãe do adolescente de 15 anos preso no último sábado, suspeito de preparar um atentado na França, defendeu o garoto. "Não é um terrorista", garantiu aos jornalistas, ressaltando que o jovem não é violento e responsabilizando as redes sociais pela radicalização do menor. Desde abril, ele estava em prisão domiciliar, no 12° distrito de Paris, por radicalização.

Desde sábado, o rapaz de 15 anos é interrogado pelas autoridades antiterroristas francesas. O menino foi preso no último sábado (10), depois de ter escrito uma mensagem no aplicativo de mensagens Telegram, declarando que estava pronto para realizar um ataque com arma branca, indicou uma fonte próxima das investigações.

Para a mãe do suspeito, ele é apenas um jovem que "joga futebol com os amigos". "Meu filho não é uma criança violenta. Quando eu lhe dou um tapa no rosto, ele abaixa a cabeça. Ele me ajuda nas tarefas de casa, é aberto com todos, inteligente, educado", disse à rádio Europe 1.

Instruções de ataques por Telegram

As autoridades francesas anunciaram que suspeitam que o rapaz tenha recebido ordens do jihadista francês Rachid Kassim, membro do grupo Estado Islâmico, que estaria hoje na Síria ou no Iraque. Kassim teria enviado instruções através do aplicativo Telegram ao adolescente e ao comando de três mulheres suspeitas de preparar um atentado contra a catedral Notre Dame, em Paris.

O terrorista teria utilizado o mesmo método com os autores dos ataques de Magnanville, na região parisiense, em junho, no qual morreram um policial e sua companheira, e o contra a igreja de Saint Étienne de Rouvray, no noroeste do país, em julho, no qual o padre Jacques Hamel, de 86 anos, foi decapitado.

A mãe do adolescente também declarou à Europe 1 que nunca ouviu falar do Telegram. "Às vezes, eu consultava seu telefone, mas nunca li nada suspeito. Ele não é um terrorista", enfatizou. A mulher garante que nunca ouviu falar de Kassim. "Ele falava com jovens. Falar não tem nada a ver com agir e matar pessoas. Esse não é seu comportamento", defendeu.

Mas aos policiais da Direção Geral de Segurança Interior (DGSI), o rapaz declarou que pretendia esfaquear pedestres na Coulée Verte, parque no 12° distrito de Paris, com a consciência de que seria morto pela polícia. Depois, ele voltou atrás em seu depoimento e disse que tinha resolvido renunciar a suas intenções.

O "mal" das redes sociais

Para a mãe do suspeito, convertida ao islã há vários anos, aberta e tolerante, segundo pessoas de sua vizinhança, a culpa é das redes sociais. "Eu já conversei com ele sobre isso. As redes sociais são um mal", declarou, acrescentando que seu filho "conheceu más pessoas, mas apenas por curiosidade".

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