Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 22/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 22/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 22/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 21/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 21/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 21/09 09h33 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

França proíbe traje de banho islâmico na Riviera

media O burquíni, traje de banho islâmico, causa polêmica neste verão francês. Getty Images/Nullplus

Villeneuve-Loubet é a segunda cidade da Riviera Francesa a proibir em suas praias o uso do burquíni, o traje de banho islâmico, depois que Cannes emitiu uma ordem municipal no mesmo sentido. O prefeito da cidade, Lionnel Luca, declarou neste sábado (13) que tomou esta decisão por "razões de saúde".

 

"Informaram que havia um casal em uma de nossas praias e que a esposa nadava totalmente vestida", explicou. "Considero isso inaceitável por razões de higiene e porque, em geral, foi mal recebido", acrescentou o prefeito.

O prefeito de Cannes, cidade famosa pelo tradicional festival de cinema, já havia proibido no fim de julho o uso do burquíni por "respeito aos bons costumes e ao secularismo", princípio fundador da república francesa. A notícia provocou uma enxurrada de críticas por parte das organizações de direitos humanos e antirracistas, que ameaçaram ir aos tribunais para revogar esta proibição considerada "profundamente preocupante".

A primeira polêmica surgida pelo uso deste tipo de vestimenta na França se deu na cidade de Marselha, também no sul do país, quando um parque aquático anulou um evento privado para mulheres muçulmanas que usam o burquíni após autoridades locais pedirem o cancelamento.

Momento sensível

A controvérsia acontece num momento sensível para a relação da França com sua população muçulmana, após os dois atentados ligados ao grupo Estado Islâmico ocorridos no país. Após os ataques, os atos antimuçulmanos se multiplicaram.

O prefeito de Villeneuve-Loubet usou do mesmo argumento ao explicar a proibição do burquíni, numa tentativa de se defender dos que consideram a medida discriminatória, afirmando que com ela pretende "evitar qualquer desordem pública em uma região que foi atingida por ataques terroristas".

No dia 14 de julho, feriado nacional francês, a cidade vizinha de Nice sofreu um sangrento atentado, no qual um tunisiano com residência francesa lançou um caminhão contra a multidão reunida no passeio marítimo por ocasião da festa nacional e matou 85 pessoas. Poucos dias depois, em 26 de julho, um padre foi degolado em sua igreja no noroeste da França por dois indivíduos que disseram pertencer ao grupo Estado islâmico e morreram abatidos pela polícia.

Hijab e burquíni

A vestimenta islâmica é um tema controverso na França, onde o véu integral está proibido nos lugares públicos e o hijab (lenço que cobre o cabelo e o pescoço das mulheres) também não é permitido nas escolas ou para funcionárias da administração francesa em seus locais de trabalho.

Apesar disso, não existe nenhuma lei francesa que impeça qualquer cidadão de carregar símbolos ou objetos que demonstrem sua ligação com alguma religião.

O termo burkini faz uma alusão ao celebrado biquini, "bikini" na grafia francesa, o famoso duas peças nascido na França.

 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.