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Paris proíbe carros anteriores a 1997: qual o impacto na poluição?

Paris proíbe carros anteriores a 1997: qual o impacto na poluição?
 
Carros anteriores a 1997 não podem mais circular em Paris REUTERS/Jacky Naegelen

Desde o início de julho, os carros com 19 anos ou mais não têm mais vez na capital francesa. A prefeitura de Paris proibiu a circulação dos veículos contruídos antes de 1997 e das motos fabricadas antes de 1999, apontados como os mais poluentes. A medida vale para os dias úteis, das 8h às 20h, e integra um plano de médio prazo da prefeitura parisiense para reduzir as emissões geradas pelos automóveis, a fonte de poluição mais grave na cidade.

O plano atinge cerca de 420 mil veículos, do total de 6 milhões de carros que circulam na região parisiense, incluindo a periferia. A multa para os infratores será de € 35 durante um ano, valor que passará para € 68 em 2017. Os carros de colecionadores estão excluídos do plano, por não passarem de algumas centenas em todo o país e circularem excepcionalmente nas ruas.

A Airparif, entidade que monitora cotidianamente a qualidade do ar na região parisiense, avalia as medidas como um bom começo para diminuir a poluição. O tráfego gera mais da metade das emissões de gases em Paris, ressalta Amélie Fritz, diretora de comunicação da associação, ligada ao governo francês.

“Concluímos que, em relação aos 2% de carros que englobam essa medida, ou seja, os que mais poluem, há uma diminuição dos três poluentes mais problemáticos da capital. No caso do dióxido de azoto, as emissões caem 5%. A redução é de 3% das emissões de partículas PM10, chamadas de poeira, e as micropartículas PM2.5 caem cerca de 4%”, explica. “Pode parecer pouco, mas a conclusão é que temos uma redução de 3 a 5% da poluição em relação a apenas 2% de carros envolvidos.”

Ajuda financeira para vender o carro

Para incentivar os parisienses a abandonar o carro de vez, e não trocar o antigo por um mais novo, a prefeitura oferece uma ajuda financeira de € 400 para quem vender o veículo, sob três formas: reembolso da compra de uma bicicleta, acesso aos transportes públicos e ao serviço de aluguel de bicicletas Vélib durante um ano ou redução de 50% na inscrição anual ao serviço de carros elétricos públicos de aluguel, Autolib. Essa ajuda financeira foi ampliada, desde já, para quem quiser abandonar voluntariamente os carros a diesel construídos antes de 2011 ou os a gasolina anteriores a 2006.

Essa é a segunda fase do plano que pretende fazer de Paris uma zona de baixas emissões de gases poluentes, baseada na queda do tráfego. A primeira foi a proibição dos caminhões e ônibus anteriores a 2001 dentro do perímetro parisiense.

Maior desafio: tirar o diesel das ruas

A etapa seguinte, a partir de julho de 2017, será ampliar as restrições para os veículos pesados com mais de 11 anos de vida e os veículos leves com pelo menos 17 anos. De 2018 a 2020, será a vez de a prefeitura mirar especificamente nos motores a diesel – um imenso desafio na França, onde a maioria dos veículos roda com esse combustível, o mais poluente de todos. Essa deve ser a fase mais polêmica, mas também mais eficaz do projeto.

Olivier Blond, presidente da Associação Nacional pela Prevenção e a Melhoria da Qualidade do Ar (Respire), pedia há anos medidas mais rígidas para combater a poluição dos veículos em Paris.

“É um problema real de saúde pública. Todo o ano, 48 mil pessoas morrem na França por causa da poluição do ar. É preciso fazer alguma coisa”, protesta. “As medidas propostas não são perfeitas, mas têm o mérito de começar a agir, enfim, sobre esse assunto. Faz anos e anos que todos nós sabemos que há um problema e muito poucas medidas são tomadas.”

As normas europeias que regulamentam os níveis máximos de poluentes emitidos pelos carros começaram em 1991. Desde então, a cada atualização, os índices permitidos foram diminuídos, na medida em que os carros mais recentes são obrigados a usar filtros e catalisadores cada vez mais eficientes.

A velocidade também influencia na emissão de gases – quanto mais rápido, maior é o consumo de combustível. É por isso que os limites máximos permitidos em Paris estão em queda, com zonas onde não passam de 30km/h.

Restrições e ampliação de ofertas levam a mudanças de hábitos

Blond afirma que, aliada às medidas do governo, a mudança dos hábitos dos parisienses em relação ao carro traz esperança de melhorias significativas nos próximos anos.

“A maneira de combater a poluição dos veículos está mudando muito rápido porque o uso dos carros está em plena evolução. Tem as bicicletas, o Uber, os veículos de luxo com motorista, os carros elétricos e a disseminação dos aplicativos de carona, que finalmente estão funcionando na França”, observa o representante da Respire. “Durante anos, achávamos que seria um sonho as pessoas dividirem os custos de um trajeto de carona, mas hoje o BlablaCar está funcionando muito bem, pelo menos para as grande distâncias.”

Já as associações de motoristas se revoltaram contra o cerco aos carros antigos, afirmando que é elitista, ao focar nos veículos de quem não têm condições financeiras de comprar um modelo melhor. As entidades também lembram que se encontram três vezes mais partículas finas nos corredores do metrô parisiense do que nas ruas da cidade.

 


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