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França

Moda conta sua história nos museus da França

media Marilyn Monroe usava Dior durante a "última sessão" fotográfica realizada para a revista Vogue em Los Angeles, em 1962 @ Bert Stern

A história da moda é tema de várias exposições em cartaz atualmente na França. Enquanto alguns museus apostam no discurso cronológico tradicional, outros decidiram mudar o foco e ir além dos tecidos e das passarelas.

A ex-editora da revista Vogue americana Diana Vreeland chocou o mundo das artes nos anos 1970 ao expor a obra de Yves Saint Laurent no Metropolitan Museum de New York. O evento, que levava pela primeira vez o trabalho de um costureiro vivo a um museu, abriu as portas das instituições culturais para uma prática cada vez mais frequente: as exposições de moda. Mas nos últimos tempos esse fenômeno se intensificou, a tal que ponto que, atualmente, a qualquer momento do ano é possível visitar uma mostra sobre o tema na França ou no exterior.

Um bom exemplo pode ser visto nesse momento com À vos pieds (A seus pés), uma exposição sobre a evolução dos calçados, inaugurada em 7 de junho e em cartaz até abril de 2017 no Museu Confluences, em Lyon. Ou ainda Fashion Forward, 3 siècles de Mode (Moda adiante, 3 séculos de Moda), que recebe turistas e fãs do assunto no museu das Artes Decorativas de Paris até 14 de agosto.

Entre história e fetichismo

Diante do número cada vez maior de eventos do gênero, as instituições não poupam esforços e criatividade para dar vida às roupas em suas salas de exposições. Esse é o caso da exposição Anatomie d’une collection (Anatomia de uma coleção), em cartaz até 23 de outubro no Palácio Galliera, o outro museu da moda de Paris.

Concebida por Olivier Saillard, diretor da instituição, a mostra reúne uma centena de peças de roupas e acessórios de seus arquivos, que resumem a moda do século 18 até os dias de hoje. No entanto, além do espartilho de Maria Antonieta e do vestido da imperadora Joséphine, passando pelo casaco da estilista Elsa Schiaparelli, que proporcionam ao visitante uma overdose de celebridades históricas bem vestidas, a exposição também se interessa pela relação das roupas com seus proprietários. Aliás, as luvas de Sarah Bernhardt ou a coleção de tocas Givenchy usadas por Audrey Hepburn ressaltam esse aspecto, entre poesia e fetichismo.

Mas segundo Alexandra Bosc, uma das conservadoras do Palácio Galliera, a escolha dos objetos expostos não se concentra apenas em peças emblemáticas ou usadas por famosos, mas também naquelas que “às vezes tem apenas um valor sentimental”, como os aventais de camareiras que cercam a sala principal da mostra.

Dior aposta nas celebridades

A algumas horas da capital da moda, em Granville, na Normandia, o museu Christian Dior preferiu apostar principalmente nas clientes célebres da marca do inventor do New Look. Com a exposição Femmes en Dior, sublime élégance d'un portrait (Mulheres em Dior, sublime elegância de um retrato), em cartaz até 25 de setembro, a grife apresenta peças do guarda-roupa de algumas das mulheres mais famosas do mundo.

Uma série de fotos e objetos mostram como aristocratas, como as princesas Grace de Monaco ou Soraya do Irã, estrelas do cinema, como Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor, ou ainda cantoras como Joséphine Baker, Maria Callas e até Rihanna, entraram para a história da elegância com a ajuda das criações da maison.

Mas para a historiadora da moda Florence Müller, que pilotou a exposição, a mostra vai bem além de uma simples lista de celebridades. “Não são apenas mulheres que fazem pose diante dos fotógrafos. São mulheres que têm algo importante e forte a dizer”. E para algumas delas, a moda parece ser a melhor maneira de se exprimir.

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