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França

Acidente com o voo AF447 entre Paris e Rio completa sete anos

media Operação de resgate dos destroços do voo AF-447 http://www.bea.aero/fr

Associações de familiares das vítimas lutam para que a tragédia não caia no esquecimento e que a empresa francesa Airbus também seja responsabilizada pela catástrofe, atribuída ao piloto no relatório final divulgado em 2012 pela BEA, a agência civil francesa que investigou as causas da tragédia.

No dia 31 de maio de 2009, os 228 passageiros que embarcaram no Airbus 330 da companhia Air France iniciaram uma travessia sem volta. Às 02h14, depois de uma sucessão de panes técnicas, provocadas pelo congelamento dos sensores Pitot, que medem a velocidade do avião, a aeronave enviou sua ultima mensagem à torre de controle, pouco antes de iniciar sua queda em pleno Oceano Atlântico.

Em 2012, o BEA, a agência francesa que investigou as causas do acidente, concluiu em seu relatório final que uma manobra equivocada do piloto provocou a catástrofe. O documento revoltou familiares, já que a hipótese mais plausível, segundo vários especialistas, de que o computador de bordo teria confundido a tripulação, nunca foi confirmada.

A conclusão do relatório indignou as famílias das vítimas, que brigam na Justiça francesa para responsabilizar a Airbus e entraram com um recurso pedindo uma revisão do veredito. Um dos motivos alegados pelo advogado dos familiares é que a própria Airbus encomendou a perícia. Na semana passada, a Justiça francesa, em última instancia, decidiu que o laudo fosse desconsiderado, segundo informação divulgada pela AFVV447, associação brasileira que reúne os familiares dos passageiros.

“Com isso esperamos que, finalmente, os reais motivos sejam desvendados e os culpados sejam finalmente severamente punidos. Reiteramos a todos que não vamos esmorecer enquanto a real motivação da queda do avião que vitimou todos nossos entes queridos seja verdadeiramente demonstrada”, diz o texto da carta publicada na página da associação no Facebook.

Cerimônia reúne familiares na França

Como acontece todos os anos, a Air France organizará, nesta quarta-feira (1), uma cerimônia no cemitério Père Lachaise, em Paris, para lembrar a data. Dela participarão familiares do mundo todo. No Brasil, a companhia apenas fornecerá um buquê de flores aos parentes que visitarem o memorial no Leblon, no Rio de Janeiro. havia passageiros de 32 nacionalidades, sendo que 59 das 228 vitimas eram brasileiras.

O engenheiro Nelson Marinho Filho, 40 anos, era um deles. Seu pai, Nelson Marinho, presidente da Associação Brasileira, conduz a batalha dos familiares para responsabilizar a Air France e a Airbus, que, segundo ele e vários especialistas, tinham conhecimento dos problemas técnicos dos sensores Pitot, mantidos pela companhia nas aeronaves mesmo depois de uma série de incidentes que vinham sendo registrados há vários anos. 

“O caso está em uma instância superior na França, e no Brasil, estamos seguindo o passo a passo o processo criminal”, explica Nelson Marinho.  De acordo com ele, a maioria das famílias brasileiras também recebeu as indenizações. “Nosso advogado fez um acordo com a Axa, a seguradora da Air France”, explica.

A luta de Nelson é seu combustível para viver com a ausência do filho, que o abandonou, involuntariamente, cedo demais. “Você tem um filho, cerca ele de proteção, da banho, penteia cabelo, leva para o parquinho, para a escola...e aí vem uma irresponsável de uma transportadora, que é a Air France, que já tinha sido avisada sobre os problemas dos sensores e sua manutenção, e embarca os passageiros em um avião com defeito”, diz. “Nunca esse acidente cairá no esquecimento. Não vamos deixar.”

 

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