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França

Hollande e Merkel lembram centenário da batalha de Verdun com Europa em crise

media François Hollande e Angela Merkel durante cerimônia do centenário da batalha de Verdun, no leste da França. REUTERS/Jean-Christophe Verhaegen

O presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, pediram neste domingo esforços para proteger "a frágil" Europa das divisões diante das crises. As declarações foram feitas durante as comemorações em Verdun do centenário de uma das mais sangrentas batalhas da Primeira Guerra Mundial.

"Nosso dever sagrado se inscreve no solo arrasado de Verdun, e se resume em poucas palavras: vamos amar nossa pátria, mas proteger nossa casa comum, a Europa, sem a qual estaríamos expostos às tempestades da História", declarou François Hollande diante das milhares de cruzes do Ossário de Douaumont, no leste da França. "É importante para nossa sobrevivência não nos fecharmos em nós mesmos, mas estarmos abertos aos outros", afirmou Angela Merkel, cujo país acolheu mais de um milhão de refugiados em 2015.

Os dois líderes ressaltaram a fragilidade de uma Europa "onde as forças da divisão, do fechamento e do recuo estão em marcha", segundo Hollande, a menos de um mês do referendo sobre a permanência do Grã-Bretanha na União Europeia. "Não podemos jamais esquecer, sobretudo aqui, que a História pode ser trágica, que podem ocorrer mudanças e avanços que de repente jogam um país, uma região – e vemos isso no Oriente Médio – no caos", ressaltou.

O presidente francês explicou que desejava que este dia fosse uma mensagem para "iluminar o mundo de hoje", recordando o "suicídio" de nações que afundaram "pelo nacionalismo".

Mais de 100 mil soldados foram enterrados no local

Depois de visitar o memorial de Verdun na companhia do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Parlamento Europeu, Martin Schulz, ocorreu o momento culminante do dia: a entrada de Merkel e Hollande, acompanhados cada um por uma criança, na imensa nave do Ossário de Douaumont, onde estão enterrados os corpos de 130.000 soldados franceses e alemães. Há mais de 30 anos, diante desse mesmo local, em dezembro de 1984, o chanceler alemão Helmut Kohl e o chefe de Estado francês François Mitterrand já haviam declarado de forma altamente simbólica a amizade franco-alemã.

No mesmo momento os sinos em um raio de quilômetros do local soaram em memória da batalha que, entre fevereiro e dezembro de 1916, causou mais de 300 mil vítimas nos dois campos, e cuja recordação segue muito viva na memória coletiva dos franceses. A Batalha de Verdun foi finalmente vencida pelo exército francês sob o comando de Philippe Pétain, futuro marechal da França e que seria durante a Segunda Guerra Mundial o pilar da colaboração com os nazistas.

(Com informações da AFP)

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