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França

Ex-ministras lançam apelo contra sexismo na política francesa

media O apelo das 17 ex-ministras publicado neste domingo no Journal du Dimanche. Capture d'écran / JDD

Um grupo de 17 ex-ministras francesas lançou neste domingo (15) um apelo inédito para combater o sexismo na política e a impunidade de casos de abuso sexual no país. O apelo intitulado “Não vamos mais nos calar” é feito após revelações recentes de assédio por parte de um deputado francês e cinco anos após os escândalos envolvendo o ex-chefão do FMI, Dominique Strauss-Kahn.

"Basta. Fim da impunidade. Não nos calaremos mais. Vamos denunciar sistematicamente todos os comentários sexistas, gestos abusivos e comportamentos inapropriados . Nós encorajamos todas as vítimas de abuso sexual e de agressões sexuais para falar e prestar queixas", escreveram as ex-ministras de todas as formações políticas em um artigo publicado pelo Journal du Dimanche.

"Nós pedimos aos nossos partidos e aos nossos movimentos políticos de identificar se tais atos forem cometidos e, se for o caso, ajudar as vítimas a esclarecer os fatos", diz o texto. Elas se revoltaram com os testemunhos recentes contra o deputado ecologista Denis Baupin, marido da ministra da Habitação, Emmanuelle Cosse.

Na semana passada, oito mulheres, entre elas quatro eleitas, acusaram o deputado Baupin de assédio sexual e de agressão. Uma delas, porta-voz do partido ecologista contou que foi arrastada pelo deputado contra a parede de um corredor e ele tentou beijá-la. Baupin rejeitou todas as acusações e, segundo seu advogado, irá processá-las por difamação. A justiça abriu um inquérito para investigar as denúncias.

Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, foi uma das signatárias do apelo contra o sexismo na política francesa. REUTERS/Peter Nicholls

Lista de ex-ministras

Entre as ex-ministras que assinaram o documento estão a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, ex-ministra da Economia durante o governo de Nicolas Sarkozy, e Monique Pelletier, ministra sob a presidência de Valéry Giscard-D'Estaing (1974-1981), que quebrou um silêncio de 37 anos após ter sido agredida por um senador.

Na lista estão ainda as ex-ministras ecologistas Cécile Duflot, Corinne Lepage e Dominique Voynet, as ex-ministras de direita Roselyne Bachelot, Nathalie Kosciusko-Morizet e Valérie Pécresse, e de esquerda, Elisabeth Guigou, Aurélie Filippetti e Fleur Pellerin.

No apelo, elas pedem a "prorrogação do prazo de prescrição de uma denúncia de agressão sexual, atualmente de três anos, a possibilidade de associações competentes de prestar queixas em nome das vítimas e também instrução para as promotorias investigarem sistematicamente os casos de assédio".

Em uma entrevista a um canal francês de televisão neste domingo, a ministra dos Direitos das Mulheres, Laurence Rossignol, afirmou que duas dessas propostas já estão sendo adotadas ou em curso de elaboração: a de prorrogação dos prazos de prescrição e a possibilidade de associações prestarem queixas em nome das vítimas.

Pelo Twitter, o primeiro-ministro Manuel Valls expressou apoio à iniciativa das ex-ministras.

Críticas

O apelo também recebeu críticas. A porta-voz do partido Luta Operária, Nathalie Arthaud, marcou sua posição contrária ao apelo criticando as signatárias de terem praticado "a lei do silêncio" no momento em que elas tinham meios de denunciarem o problema e de se fazerem respeitar, contrariamente a muitas "operárias" e "trabalhadoras".

Elas "preferiram suas carreiras à sua dignidade de mulheres", acusou Arthaud. A luta contra o assédio, segundo ela, não se pode contar com as "líderes políticas", mas sim, com "as mulheres que lutam no cotidiano".

 

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