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Empresários franceses não podem reclamar da reforma trabalhista, diz economista

Empresários franceses não podem reclamar da reforma trabalhista, diz economista
 
O economista Thomas Coutrot, chefe do departamento de condições de trabalho e de saúde do Ministério do Trabalho da França. Captura vídeo

O projeto de Lei de reforma da legislação trabalhista na França começa a ser analisado a partir desta terça-feira (3) e continua pelas próximas duas semanas pelo parlamento francês. As mudanças, que segundo o governo socialista visam dar mais flexibilidade ao mercado de trabalho e ajudar a combater o desemprego, são contestadas por vários sindicatos e estão na origem do movimento social Nuit Débout (Noite em Pé), que começou em Paris e ganhou outras importantes cidades francesas.

O governo do presidente François Hollande se prepara para enfrentar uma forte resistência dentro da Assembleia, apesar de sua base de apoio majoritária. Pelo menos 5 mil emendas foram apresentadas durante o final de semana sugerindo mudanças no documento. Segundo cálculos do relator do projeto de lei, o deputado socialista Christophe Sirugue, ainda faltariam convencer pelo menos 40 deputados para garantir a aprovação do texto.

Para o economista Thomas Coutrot, chefe do departamento de condições de trabalho e de saúde do Ministério do trabalho da França e também porta-voz da ONG antiglobalização Attac, a interação é pontual e limitada à oposição ao projeto de reforma trabalhista. Em entrevista à RFI Brasil, ele também aponta os pontos positivos da reforma e os que representam riscos para as conquistas dos trabalhadores franceses.

“Parece que existe um equilíbrio. Tanto sindicatos quanto empresas estão criticando por razões opostas o projeto de lei. Os empresários estão criticando porque a primeira versão do projeto era realmente muito favorável a eles, e que diante das reações da sociedade o governo teve que retirar alguns dispositivos. Isso fez com que o empresariado ficasse decepcionado e agora estão reclamando da timidez dessa lei. Mas a verdade é que essa lei continua prevendo reformas bastante favoráveis ao empresariado e eles (empresários) não deveriam ficar tão irritados assim”, disse Coutrot.


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