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França

Migrantes invadem escola em Paris e irritam autoridades

media O liceu Jean-Jaurès, no 19° distrito de Paris, foi invadido na quinta-feira (21) por cerca de 150 migrantes. THOMAS SAMSON/AFP

As autoridades francesas exigiram nesta sexta-feira (22) a evacuação imediata de uma escola de ensino médio de Paris invadida na véspera por cerca de 150 migrantes. A ocupação do estabelecimento, que está em reforma, enfureceu o secretário de segurança de Ile-de-France, a grande região parisiense.

O liceu Jean-Jaurès, situado no 19° distrito da capital francesa, foi ocupado por migrantes do Afeganistão, Iêmen, Sudão, Eritreia e Somália. Eles deixaram o acampamento próximo à estação de metrô Stalingrad, e se estabeleceram no local que está sendo reformado. Nas janelas da escola, eles estenderam uma faixa com a mensagem: "Um teto e documentos para todos os refugiados".

O ato enfureceu as autoridades da região grande parisiense, a Ile-de-France. Em comunicado, o secretário de Segurança local, Jean-François Carenco, disse que a polícia vai retirar os migrantes do local. Segundo ele, o estabelecimento deve acolher dentro de breve, depois do fim das reformas, alunos e professores, que foram temporariamente transferidos a uma escola em outro bairro de Paris. "A região denunciará as infrações cometidas e eventuais degradações que possam acontecer com essa ocupação ilegal", reiterou, no comunicado.

Carenco classificou a ocupação do liceu como "uma vergonha". "Neste país, é a lei que comanda, não a força. Eles atacam um estabelecimento que não está vazio, mas em reformas. A França é uma terra de acolhimento, mas não uma terra de bagunça", declarou, ressaltando que os migrantes são manipulados por Ongs.

Ato tem objetivo de pressionar a prefeitura de Paris

Já Valérie Osouf, representante da Chapelle Debout, uma associação de assistência aos migrantes, declarou que os ocupantes do liceu pertenciam a um acampamento ilegal, onde vivem mais de 450 pessoas em condições insalubres, com casos de pneumonia e tuberculose. Segundo ela, o local já foi esvaziado várias vezes, mas volta a se reconstituir, com a chegada de mais migrantes.

"O objetivo da ocupação é de alertar a prefeita de Paris, Anne Hidalgo", declara. Osouf lembra que a prefeita diz que a chanceler alemã, Angela Merkel, salvou a honra da Europa, acolhendo refugiados, mas as autoridades parisienses não se mobilizam suficientemente pelos migrantes. "Se Hidalgo tem vergonha, que ela abra ginásios ou locais para acolher essas pessoas de forma digna. O ato [da ocupação] é uma forma de pressionar para uma negociação", completa.

Segundo um voluntário, que diz não pertencer a nenhuma associação, os migrantes que ocuparam a escola são "apenas pessoas que precisam de água e eletricidade".

De acordo com a prefeitura, 18 operações de assistência aos migrantes foram realizadas na capital desde junho de 2015, abrigando 6.453 pessoas em locais de acolhimento.

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