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França

Le Pen é condenado por dizer que câmaras de gás no Holocausto foram "detalhe"

media O fundador do partido de extrema-direita Frente Nacional (FN), Jean-Marie Le Pen, em foto de arquivo. Reuters/Charles Platiau

Jean-Marie Le Pen, fundador do partido da extrema-direita francesa Frente Nacional (FN), foi condenado nesta quarta-feira (6) por ter declarado que as câmaras de gás, nas quais milhões de judeus foram executados durante a Segunda Guerra Mundial, foram um "detalhe" da História. Um tribunal de Paris o declarou culpado por contestar contra crimes contra a humanidade.

Le Pen deverá pagar o total de € 30 mil como multa a três associações que moveram o processo. O juízes também decidiram que o comunicado judicial sobre a decisão deve ser publicado em três jornais da França.

Le Pen já havia sido condenado pela justiça do país pela polêmica declaração, feita pela primeira vez em 1987. Em 2 de abril de 2015, em um programa de rádio francês, um jornalista perguntou ao líder da extrema-direita se ele se arrependia da afirmação. "Nem um pouco. O que eu disse correspondia ao meu pensamento de que as câmaras de gás foram um detalhe da guerra", respondeu.

O jornalista o perguntou, então, se Le Pen considerava que "milhões de judeus mortos" poderiam ser classificado como "um detalhe". "Falo de coisas precisas. Não falei do número de mortos. Falei de um sistema. Disse que [as câmaras de gás] foram um detalhe das história da guerra", insistiu o líder da extrema-direita.

Na época, sua filha, Marine Le Pen, presidente da Frente Nacional, condenou as declarações. Devido ao episódio, Jean-Marie Le Pen foi expulso do partido e cortou relações com a filha.

Provocação aos ciganos

Jean-Marie Le Pen, célebre por suas declarações polêmicas, também foi condenado nesta quarta-feira em Nice a pagar € 5 mil de multa por incitar o ódio contra os ciganos "roms". Em uma reunião pública no sul da França em 2013, o líder da extrema-direita afirmou que a presença de "algumas centenas de roms" em Nice era "urticante e fedorenta".

A advogada da Ong francesa SOS Racismo, Patricia Suid, elogiou o julgamento, mas considerou que o valor da multa poderia ser mais alto. "Não devemos deixar impunes declarações como essas", disse.

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