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França

Suspeito de atentados em Paris desistiu de se explodir no Stade de France

media Salah Abdeslam foi detido em uma megaoperação da polícia belga nesta sexta-feira, em Molenbeek. Fuente: Reuters.

Salah Abdeslam, principal suspeito dos atentados de novembro em Paris ainda vivo, planejava explodir no Stade France o cinturão de explosivos que trazia na cintura, mas mudou de ideia. A informação é do procurador de Paris, François Molins, que deu detalhes sobre os primeiros depoimentos dados pelo terrorista neste sábado (19), aos investigadores belgas.

“Essas primeiras declarações, com as quais precisamos ter cautela, deixam em aberto uma série de interrogações sobre as quais Salah Abdeslam deverá se explicar”, afirmou o procurador, sem dar mais detalhes sobre as revelações do suspeito.

Abdeslam foi formalmente acusado de "assassinatos terroristas e participação em atividades de grupo terrorista", nos ataques que deixaram 130 mortos. O advogado do suspeito afirma que ele colabora com a justiça belga e admitiu que estava na capital francesa na noite dos ataques.

O suspeito, 26 anos, passou o dia sendo interrogado neste sábado por um juiz de instrução, em Bruxelas, depois de ser liberado do hospital. Ele ficou levemente ferido na megaoperação policial desta sexta-feira, em Bruxelas, na qual foi capturado. O suspeito era considerado o fugitivo número 1 da Europa, depois de conseguir escapar da capital francesa depois dos atentados de 13 de novembro e permanecer em fuga por mais de quatro meses.

Abdeslam recusa extradição para a França

O advogado do acusado, Sven Mary, anunciou que seu cliente não vai concordar em ser levado para a França, que expediu um mandado de prisão europeu contra o suspeito no dia seguinte aos ataques. “O que posso lhes dizer é que ele colabora com a justiça belga e responde sobre alguns pontos das questões dos juízes, o que permite, evidentemente, o avanço das investigações”, afirmou o defensor, em declaração à imprensa ao final de uma audiência na Polícia Judiciária Federal de Bruxelas.

“Desde já, posso anunciar-lhes que vamos recusar a sua extradição”, destacou Mary, que conversou durante 10 minutos com o suspeito. Ao ser questionado, o advogado disse que Abdeslam “estava” em Paris na noite dos atentados e não negou a sua presença na cidade, quando interrogado por um juiz. A França avalia que, em no máximo três meses, o suspeito será entregue às autoridades do país para responder aos crimes de terrorismo.

Cúmplices também foram acusados

A promotoria federal belga informou que um cúmplice de Abdeslam, "conhecido como Monir Ahmed Alaaj ou Amine Choukri", também capturado, foi indiciado pelas mesmas acusações. Amid Aberkan, que hospedou em sua casa em Molenbeek os dois fugitivos, foi acusado de "participação em atividades de grupo terrorista e acobertamento de criminosos". Todos estão com prisão preventiva decretada.

Outra pessoa da família Aberkan, Djemila M., foi indiciada pelas mesmas acusações que Amid, mas "não foi privada de liberdade", detalhou a promotoria. Uma outra mulher, Sihane A., foi solta, sem acusações.

Ligação telefônica foi principal pista que levou polícia a encontrar suspeito

No fim da tarde, Salah Abdeslam deixou a capital belga a bordo de uma ambulância em direção a Bruges, onde fica uma penitenciária de segurança máxima que abriga outros acusados de terrorismo, como Mehdi Nemmouche, suspeito de cometer um atentado ao Museu Judaico de Bruxelas, em 2014. Além de digitais e traços de DNA encontrados em um apartamento três dias antes da prisão, em uma operação policial na periferia de Bruxelas da qual Abdeslam provavelmente conseguiu escapar, uma outra pista ainda mais importante levou os investigadores a localizar o fugitivo: uma ligação telefônica.

O suspeito telefonou para amigos do bairro de Molenbeek para pedir refúgio, e a conversa foi interceptada pela polícia. Além disso, os policiais receberam uma ligação de uma pessoa denunciando ter recebido um telefonema de alguém que se apresentava como Salah Abdeslam. Desta forma, em apenas três dias, os investigadores conseguiram pôr as mãos no fugitivo. Segundo a imprensa belga, ao ser cercado pelos agentes, ele teria dito “sou Salah Abdeslam”.

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