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França

Parlamentares franceses fazem reconstituição do atentado ao Bataclan

media Reconstituição dos ataques do 13 de Novembro na sala de espetáculo Bataclan em Paris. REUTERS/Benoit Tessier TPX IMAGES OF THE DAY

Mais de quatro meses depois dos atentados de 13 de novembro, a comissão francesa parlamentar de inquérito, que investiga o ataque, organizou uma reconstituição da tragédia nesta quinta-feira (17), para completar as investigações. O objetivo foi “compreender melhor a cronologia dos fatos, a trajetória dos terroristas e a intervenção das equipes de resgate”.

Um grupo da comissão de parlamentares encarregada de investigar a atuação policial no Bataclan esteve no local para reconstituir o ataque, minuto por minuto. A ideia é tentar entender porque a unidade de elite invadiu o local apenas duas horas e meia depois da ação dos terroristas. Mais de 90 pessoas que assistiam ao show da banda Eagles od Death Metal morreram durante o atentado.

Uma possível cumplicidade de membros da polícia francesa chegou a ser cogitada, e os próprios parlamentares questionaram a intervenção policial. Depois de uma auditoria e de entrevistas realizadas com os responsáveis da unidade de elite, a conclusão foi de que a maioria das vítimas morreu antes da chegada da polícia.

Segundo as conclusões do inquérito, os jihadistas entraram no Bataclan, às 21h42, dado obtido em um SMS enviado por um deles à Bélgica. Às 22h, um policial atirou em um kamikaze, que acionou seu colete de explosivos. A Brigada de Intervenção só chegou às 22h15, acompanhada de uma divisão de elite da polícia, que invadiu definitivamente o local às 00h18.

“Os terroristas poderiam ter acionado os explosivos se os policiais tivessem se antecipado. Havia mortos, feridos, uma situação terrível, mas os policiais fizeram seu trabalho”, declarou um Meyer Habib, um dos deputados. "Podemos ter orgulho dos nossos agentes".

Para vítimas, reconstituição “é uma vergonha”

A maior parte da família das vítimas dos atentados foi contra a reconstituição. “É uma vergonha. A reconstituição coloca em perigo o trabalho dos juízes de instrução. Cabe à Justiça e apenas a ela tomar esse tipo de iniciativa”, diz o advogado Jean Reinhart, que defende doze famílias de vítimas dos atentados de 13 de novembro.  A comissão parlamentar se defende dizendo que não usou figurantes na reconstituição.
 

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