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França

Avança a remoção de migrantes em maior favela da França

media Zona sul da "Selva" de Calais: mil migrantes removidos. RFI/Guilhem Delteil

A remoção da zona sul da “Selva” dos migrantes de Calais, a maior favela da França, parece avançar com mais celeridade do que o previsto, informaram neste sábado (12) as autoridades francesas.

Segundo a prefeitura do Pas-de-Calais, “um pouco mais de cinco hectares”, que correspondem a dois terços dos 7,5 hectares da superfície total daquela zona, já foram liberados desde o início da operação em 29 de fevereiro.

No início de março, as autoridades francesas haviam estimado que o desmantelamento, autorizado pela justiça mas criticado pelas associações de defesa dos migrantes, poderia levar “um mês, ou pouco mais”.

Antes do início dos trabalhos de remoção, sob forte proteção policial, a zona sul da “Selva” abrigava entre 800 e 1.000 migrantes, segundo fontes oficiais, ou quase 3.500, segundo as associações.

De acordo com dados de diferentes fontes, entre 3.700 e 7.000 migrantes, na sua maioria sírios, afegãos e sudaneses, estão acampados na “Selva”, com a esperança de, um dia, conseguirem chegar à Inglaterra.

Fugindo da guerra, expulsos pela polícia

“Os residentes da ‘Selva’ foram expulsos dos seus países pela guerra e pelos bombardeios. Aqui, eles estão sendo novamente expulsos dos seus abrigos”, denunciou neste sábado o presidente da Associação Albergue dos Migrantes, Christian Salomé, à AFP.

Segundo Salomé, “a maioria dos refugiados removidos da zona sul da ‘Selva’ se transferiu para a zona norte, levando suas barracas ou se instalando em tendas coletivas”.

A prefeitura, por sua vez, prestou contas de 115 migrantes que aceitaram partir para os 102 centros de acolhimento e orientação disseminados pela França, onde as autoridades tentam dissuadir os migrantes a pediram asilo político, desistindo da travessia do Canal da Mancha.

Os removidos da zona sul têm ainda a possibilidade de serem recebidos pelo Centro de Acolhimento Provisório, onde são abrigados em contentores aquecidos. E onde 1.400 migrantes já estão alojados.
 

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