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E-mail "ecológico" emite menos CO2 e não joga lixo nos países pobres

E-mail
 
Servidores devem ficar em ambiente climatizado, com temperatura máxima de 17°C. wikimédia

Você já parou para pensar onde vão parar as dezenas de e-mails que você envia para os seus amigos e familiares? Não é apenas na sua caixa de saída, e muito menos só no espaço virtual. Os dados precisam ser armazenados em servidores gigantescos, que precisam de um alto consumo de energia para se manter. Ou seja: ao guardar emails, os usuários poluem o planeta, um efeito que a maioria dos internautas desconhece.

A cada dia, os chamados data centers acumulam uma quantidade maior de informações. A maioria desses dados é descartável: 80% do volume de emails são spams. Hoje em dia, a internet consome 2% da eletricidade mundial, o que resulta em uma poluição um pouco inferior à do tráfego aéreo internacional.

Foi pensando nesse impacto que nasceu uma start up francesa determinada a restringir a poluição gerada pelo envio de mensagens eletrônicas, a Newmanity. O idealizador do projeto, Stéphane Petibon, ressalta que todo mundo pode melhorar as suas práticas na internet para diminuir as emissões de CO2 também no ambiente virtual.

“Um email consome e polui pelo tempo que durar o armazenamento: pode ser por poucos minutos ou 10 anos, se você guardá-lo tanto assim. Os data centers, que estocam os dados nos servidores, consomem quantidades absurdas de energia, não só para permanecer ligados como para resfriá-los 24 horas por dia”, explica o empresário. “Quando você guarda uma mensagem, pode achar que é só um emailzinho. Mas pense nos bilhões de emails mandados e guardados todos os dias.”

A grande quantidade de dados resultou na criação do sistema de nuvens, que armazenam a informações à distância, e não mais nos aparelhos. Gigantes como Google, Facebook ou Apple construíram verdadeiros impérios de informações dos usuários, comercializadas e usadas pela publicidade, em um sistema que multiplicou as emissões de CO2 geradas na informática.

“Enquanto estocamos os dados no nosso próprio aparelho, está tudo bem – seja no celular ou no computador. O problema é quando os dados vão para as clouds, as nuvens”, ressalta. “Tiramos cada vez mais fotos, fazemos vídeos, e a ideia de guardar tudo isso à distância parece interessante. Mas é preciso saber que esse hábito gasta muita energia. Trinta megabytes consomem o equivalente a uma lâmpada ligada um dia inteiro.”

Data center idealizado para poluir menos

Os servidores da Newmanity ficam na Holanda e foram construídos de olho na preservação do meio ambiente. O local é alimentado por energia solar e utiliza os ventos marítimos no sistema de refrigeração das máquinas.

Por enquanto, o serviço é capaz de armazenar os e-mails de 500 mil usuários. Em quatro meses de operação, a empresa já conta com 15 mil inscritos.

“São servidores ‘green’, com componentes que vêm de materiais reciclados. Quando não pudermos mais usá-los, tudo terá uma segunda vida, será reutilizado, transformado. É um material certificado, que depois não vai ser jogado em um país africano ou asiático, onde as crianças arrancam as cartas de memória dos computadores e estragam os dedos e os olhos”, ressalta Petibon. “Era uma questão importante para a gente, apesar dos custos. São servidores que saem cerca de 60% mais caro, porque precisam ser construídos inteiramente.”

Mudanças simples já fazem diferença

Algumas dicas simples já fazem a diferença: comprimir os anexos antes de enviar o email, preferir o formato texto e não o html ao redigir a mensagem e limitar o número de destinatários. Essa mudança vale especialmente nas empresas, onde a prática de “responder para todos” é usual e um único email se transforma instantaneamente em quatro, 15 ou 50.

De acordo com os cálculos da agência francesa do Meio Ambiente e da Gestão Energética (Adème), uma empresa com 100 funcionários emite 13 toneladas de gases de efeito estufa por ano, o equivalente a 13 viagens de ida e volta de Paris a Nova York.

A caixa de emails “ecológica” é francesa, mas, como tudo na internet, aceita usuários de todas as nacionalidades. “Tecnicamente, funciona bem em todos os lugares do mundo. Temos bastante inscritos na Argentina, na Rússia, em Madagascar”, comenta Petibon, lembrando que o serviço opera em 25 línguas, inclusive o português do Brasil e o de Portugal.

Para os internautas comuns, o e-mail é gratuito. A versão profissional do serviço custa € 4 por usuário, um valor semelhante ao praticado pelos servidores mais conhecidos.
 


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