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Arábia Saudita: um aliado polêmico para a França

Arábia Saudita: um aliado polêmico para a França
 

As revistas semanais francesas desta semana deram especial destaque às relações entre França e Arábia Saudita, grande aliada de Paris na região, assim como às ligações turvas entre o reinado e o grupo Estado Islâmico.

Arábia Saudita, o reinado que faz o mundo tremer. Essa é a manchete de capa da revista Le Point desta semana, ilustrando a foto do rei Salmane ben Abdelaziz al-Saoud.

Em 15 páginas, a reportagem tenta vasculhar os mistérios deste país, que também é rei de todas as ambiguidades, entre petróleo, Irã e jihad. Le Point lembra que as ligações do maior aliado da França na região com os jihadistas são turvas, que o "ouro negro" é sua maior força e o ponto mais vulnerável, que o país ainda executa pessoas como na Idade Média.

Uma entrevista com Thomas Lippman, grande especialista americano em Arábia Saudita, analisa os desafios que a chamada petromonarquia deve enfrentar, começando pela ação do grupo Estado Islâmico no seu território. Para o analista, é impossível que o jihad derrote as forças de segurança sauditas, que têm o apoio da população ao seu governo: a Al-Qaeda não conseguiu em 2003 e os jihadistas não conseguirão agora, pois os sauditas prezam a sua ideologia salafista - a do Islã rigoroso - mas totalmente avesso à violência, constata a revista.

O assunto mais polêmico é certamente a postura saudita em relação ao Grupo Estado Islâmico. O rei declarou guerra aos extremistas, mas paradoxalmente é acusado de apoiá-los, por dividir com eles a visão ultraconservadora do Islã. O chanceler saudita retruca: como o país vai apoiar quem quer destruir a Meca e a Medina para recuperar seu califado?

Outra curiosidade da matéria é que a Arábia Saudita financiou um grande número de mesquitas na França, entre elas, a maior do país, em Evry-Courcouronnes, periferia da capital, que pode acolher até 10 mil fiéis. Mas, agora, com a ameaça terrorista, o reinado está sendo mais prudente antes de assinar o cheque. Para ser financiada, a mesquita não pode ser nem sunita nem xiita, e se o imã escolhido se formou em Medina, o crédito pode chegar a 40% do custo total da mesquita - um bom negócio.

Contratos bilionários fazem França fechar os olhos para Direitos Humanos

A revista semanal L'Obs traz em sua capa o presidente François Hollande ao lado do rei e dos príncipes da Arábia Saudita, com a manchete "Nossos amigos, os sauditas", prometendo revelações sobre um aliado bastante comprometedor.

São dez bilhões de euros em contratos. Para a publicação, essa é uma forte razão para a França fechar os olhos para as violações dos Direitos Humanos, satisfeita com a atividade que a relação bilateral gera nas empresas e empregos, e faz com que o governo se cale sobre as mil chicotadas e dez anos de prisão para o blogueiro Raif Badawi, condenado por ter criticado o governo, ou sobre o jovem ativista xiita de 17 anos condenado à morte por ter manifestado contra o regime.

Concordando com Le Point sobre os fluxos financeiros suspeitos com o grupo Estado Islâmico, L'Obs entrevistou Nabil Mouline, historiador político do Islã, que afirma: "Todos os caminhos do Jihad levam a Riad".

 

 


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