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França

Autoridades pedem que judeus evitem usar quipá após agressão em Marselha

media Os judeus de Marselha foram aconselhados a não usar a quipá nas ruas da cidade. © www.licra.org

Em uma decisão rara, o presidente do Consistório Judaico de Marselha, Zvi Ammar, aconselhou nesta terça-feira (12) que os membros da comunidade judaica da cidade do sul da França evitem usar o quipá em locais públicos. A medida é uma resposta os ataques visando judeus registradas recentemente na região.

Ammar se exprimiu um dia após a agressão de um professor judeu em Marselha. “Hoje, diante da gravidade dos eventos (...) temos de tomar decisões excepcionais e, para mim, a vida é mais sagrada do que qualquer outro critério", disse o presidente do Consistório às agências de notícias. 

Em entrevista ao canal de televisão francês BFM, Ammar afirmou que essa foi “a decisão mais difícil de sua vida”. No entanto, diante dos ataques recentes, ele alega que essa é a única solução, pois não pode “colocar um policial atrás de cada judeu para protegê-lo”.

Ataque com machadinha

O professor judeu de 35 anos, que leciona no Instituto Franco-hebraico de Marselha, foi atacado com um facão por um adolescente de 15 anos que dizia agir em nome de Alá. O jovem teve sua prisão para interrogatório, que para um menor não pode exceder as 48 horas na França, prolongada.

A justiça de Marselha abriu uma investigação por "tentativa de homicídio por motivos religiosos" e "apologia ao terrorismo". Essa é a terceira agressão visando diretamente membros da comunidade judaica em um apenas um mês na cidade.

Decisão contestada

A decisão do líder do Consistório vem suscitando reações negativas junta a outros líderes da comunidade. Para o presidente do Conselho Representante das Instituições Judaicas da França (CRIF na sigla em inglês), Roger Cukierman, a incitação a não usar o quipá representa uma “derrota”.

O grande rabino da França, Haïm Korsia, pediu aos judeus que continuem usando o solidéu típico judeu. "Não devemos ceder em nada, seguiremos usando o quipá."

A comunidade judaica de Marselha é composta por aproximadamente 70 mil pessoas de um total de 855 mil habitantes, o que a torna a segunda mais importante na França, depois de Paris e sua região.

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