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Franceses e brasileiros começam o ano em Paris sonhando com paz e trabalho

Franceses e brasileiros começam o ano em Paris sonhando com paz e trabalho
 
A família Spada veio de Blumenau (SC) passar o Reveillon de 2016 em Paris. RFI / Adriana Moysés

Os franceses começaram o ano de 2016 com a esperança de superar o trauma dos atentados terroristas do ano passado, amparados em valores essenciais: união, fraternidade e trabalho. Confiantes nas medidas adotadas pelo governo para garantir a segurança, muitas pessoas expressam a necessidade de o país avançar unido.

Tocar um novo negócio, manter hábitos de vida saudáveis, respeitar as diferenças de opinião e religião, além de parar de fumar, foram alguns dos desejos manifestados por pessoas encontradas pela reportagem da RFI na manhã de 1° de janeiro, na avenida Champs Elysées.

O primeiro dia do ano amanheceu frio e cinzento, após um mês de dezembro excepcionalmente ensolarado. Mesmo assim, muita gente acordou cedo para fazer o passeio de Ano Novo, uma tradição na cidade. Na avenida Champs Elysées, parisienses, habitantes de outras regiões do país e turistas do mundo todo, incluindo brasileiros, enfrentaram a baixa temperatura (8°C) para olhar as vitrines.

O casal Christine e Pierre Pimont passou a noite do Reveillon em casa, com a família, mas fez questão de "sentir o ar da manhã" na avenida cartão postal da cidade. Christine trabalha em uma loja de departamentos e disse não ter ficado impressionada com a multidão que se reuniu para assistir à projeção luminosa no Arco do Triunfo. "Paris continuará sendo eternamente Paris, façam a besteira que fizerem. Eu trabalho na Galeries Lafayette e a loja está sempre cheia. Temos que viver normalmente, do nosso jeito", disse Christine.

O casal esteve no Bataclan, onde 90 pessoas morreram nos atentados de 13 de novembro, para acender uma vela em homenageiam aos jovens mortos na casa de espetáculos. "Eles sempre serão lembrados, mas precisamos também pensar nos que estão vivos", afirmou a parisiense. Para Pierre, as caminhadas em Paris são uma tradição saudável. "Quando acordei hoje e pensei onde poderíamos andar, imediatamente me veio à cabeça a Champs Elysées, por ser um local animado, com belas vitrines e muita gente", destacou Pierre.

Jovens querem menos promessas e mais empenho do presidente

Um grupo de quatro amigos de cerca de 25 anos, residentes em Chatellerault, cidade da região centro-oeste da França, conversava animado em frente ao badalado restaurante Le Fouquet's. Em Paris pela primeira vez para uma noite de Reveillon, os jovens passaram a meia-noite em uma discoteca, com outras 1.300 pessoas, perto do Palais de Tokyo. Apesar do trânsito e das dificuldades para estacionar o carro, a virada foi animada.

Os quatro franceses têm planos concretos para 2016. Audrey quer parar de fumar; Yann pretende fazer mais esporte e ganhar mais dinheiro; Irvin quer tirar carteira de habilitação para moto e também pensa em dinheiro. Já Ludwig começa uma vida de pequeno empresário, um sonho que cultivou nos últimos dez anos e acaba de se concretizar com a compra de uma pizzaria.

Questionados sobre o discurso do presidente François Holande, que prometeu combater o terrorismo e o desemprego, principalmente entre os jovens, o grupo de amigos de Chatellerault disse que nem tinha ouvido falar.

Já o estudante de Direito Ramy Souei, que veio de Nice (sul) passar o Ano Novo com a namorada em Paris, ficou atento ao discurso do presidente. O estudante quer que Hollande deixe as promessas de lado e cumpra, de fato, o programa de combate ao desemprego e de estímulo ao crescimento econômico. Por receio de distúrbios, ele passou a meia-noite na casa da namorada, mas disse ter ficado arrependido. "Quando saímos no começo da madrugada, percebemos que não havia o que temer. Os policiais estavam nas ruas, vi um esquema de segurança excepcional, a gente não precisava ter ficado com medo", admitiu Ramy.

Esquema de segurança impressiona turistas brasileiros

Turistas brasileiros que vieram passar o Ano Novo em Paris também afirmam ter ficado surpresos com a eficiência dos serviços de segurança.

Com medo de atentados, a família do catarinense Celso Spada passou o Reveillon no hotel em que estão hospedados. Na manhã desta sexta-feira, o casal foi com os dois filhos passear na avenida Champs Elysées. Maria Spada contou que encontrar o metrô cheio de gente, um policiamento ostensivo nas ruas, e ver os franceses confiantes gerou nela um sentimento de tranquilidade. A família de Blumenau, que reservou a viagem uma semana antes dos atentados de 13 de novembro e chegou a pensar em cancelar a estadia, acha que poderia ter arriscado sair ontem à noite.

A adolescente Gabriela veio do Rio de Janeiro com a família - um grupo de oito pessoas ao todo - passar pela primeira vez o Ano Novo em Paris, mas ficou decepcionada com a falta de animação dos franceses. "Ficamos perto do Louvre e éramos a família mais animada na rua", contou Gabriela. A mãe da adolescente, Patrícia, sentiu falta dos fogos de artifício. "A cidade é muito bonita, glamurosa, linda, mas esperávamos pelo menos luzes especiais no Reveillon", afirmou Patrícia. Apesar da decepção, mãe e filha disseram compreender que não havia motivos para comemorar neste ano, com tantos mortos nos atentados. No memo grupo familiar, Débora fez um voto para 2016: "mais paz no mundo, mais amor e respeito às diferenças das pessoas".

Para a jornalista carioca Júlia Vieira, o Reveillon de 2016 em Paris foi "bem legal". Não é a primeira vez que ela vem à capital francesa nesta época do ano. "Acho que os brasileiros se frustram pela falta dos fogos de artifício, mas eu gostei, a festa na rua foi muito bacana", disse Júlia.


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