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França

Anistia Internacional critica abusos do estado de emergência na França

media O estado de emergência na França tem provocado abusos REUTERS/Vincent Kessler/Files

A ONG Anistia Internacional se mostra inquieta com o abuso do estado de emergência, decretado na França após os atentados de 13 de novembro em Paris: fechamento de associações, buscas sem mandado, prisões domiciliares. Tudo sem a autorização de um juiz. A imprensa francesa também tem publicado histórias de pessoas que têm sofrido com a brutalidade e o abuso policial neste período.

O estado de emergência, em vigor até 26 de fevereiro, dá poderes extras às autoridades. Desde os atentados de 13 de novembro em Paris, a polícia realizou 2.700 atos de busca e apreensão, mais de 300 batidas e quase o mesmo número de detenções provisórias. Centenas de pessoas foram colocadas em prisão domiciliar. Tudo acontece sem o controle da Justiça.

“Decretar estado de emergência em situações que comportam uma ameaça à vida da nação, como os atentados de Paris, é uma coisa, mas usar essas medidas para lidar com ameaças definidas em termos vagos é outra”, explica Gauri van Gulik, diretora da ONG.

Para ela, é o abuso suscitado por esse tipo de medidas que representa o maior perigo. “O risco é bem real quando os direitos da população em geral são desrespeitados. Vários cidadãos estão na mira apenas por sua prática religiosa ou por suspeitas vagas.”

Pessoas traumatizadas

As batidas têm sido realizadas com violência. Muitas histórias de “erros” foram retratadas pela imprensa e deixaram cidadãos inocentes traumatizados. O jornal Le Monde reuniu vários desses relatos em uma de suas edições.

Mickaël, de 27 anos, assistia a um filme de ação no TGV Marseille-Rennes, na companhia de outro homem. Na estação de Massy, na região de Essonne, a polícia evacuou o trem e saltou em cima dele para prendê-lo. Os passageiros teriam achado o seu comportamento e o seu aspecto suspeitos: o jovem homem é barbudo e usava luvas. Chocado, ele foi libertado após quatro horas.

Em Boulogne-sur-Mer, na região Pas-de-Calais, um homem de 67 anos foi detido. Ele e seu filho haviam ido a uma delegacia para um trâmite administrativo. Os militares afirmaram que ele estava tirando fotos, algo que ele nega. Resultado: a polícia arrombou a porta da casa dele, revistou o apartamento e o deteve. Ele passou a noite em uma cela na delegacia.

Em Quévrechain, no norte da França, a casa de Fatima foi bruscamente revistada, à noite, assim como ela e sua filha, porque um homem suspeito de ter armas de guerra havia morado antes na residência. A garota contou que a porta foi derrubada, que viu lasers pelo apartamento e a que sua mãe foi tocada pelos guardas. Uma busca que não deu em nada.

Renomado trompetista detido

Nem os famosos escapam dos abusos. O renomado trompetista Ibrahim Maalouf, que prestou uma homenagem às vítimas do atentados no programa Grand Journal, do canal 6, no dia 16 de novembro, foi detido durante várias horas por policiais, na estação Nord em Paris, antes de pegar o trem Eurostar para Londres.

O franco-libanês soube no momento que seu passaporte era objeto de uma investigação da Interpol. Ele foi interrogado e teve os documentos confiscados. Uma vez solto, ele contou sua história na sua página do Facebook culpando os agentes da alfândega, e não os policiais.

O músico então entrou no trem antes de ser “convidado” a descer por três funcionários da alfândega, irritados por terem sido associados ao episódio. Ele disse entender a atitude da polícia, mas criticou o fato de que os agentes alfandegários o trataram como um terrorista potencial diante dos outros passageiros.

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