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França

Aprovado em Paris acordo da COP21 para deter aquecimento global

media O chanceler francês, Laurent Fabius, comemora aprovação do Acordo de Paris. REUTERS/Stephane Mahe

Os 195 países que participaram da Conferência do Clima de Paris (COP21) assinaram neste sábado (12) um acordo histórico para atenuar as mudanças climáticas. Pela primeira vez, tantos governos se comprometeram a diminuir as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. A aprovação é vista como o coroamento de um trabalhoso ciclo iniciado após o fracasso da COP de Copenhague, em 2009.

A sessão de encerramento da plenária da conferência começou com atraso de quase quatro horas – a tradução do documento para as outras cinco línguas oficiais da ONU levou mais do que o previsto. Além disso, a delegação americana questionou o uso do verbo “deve” em vez de “deveria”, em um trecho do texto.

 

Quando a reunião enfim se iniciou, o chanceler francês, Laurent Fabius, perguntou se havia novos questionamentos. Após responder a duas perguntas feitas pela plenária, o ministro, que presidia a COP21, anunciou o acordo.

“Eu olho para essa sala, vejo que a reação é positiva, não ouço objeções. O Acordo de Paris para o Clima está adotado”, declarou o sorridente Fabius, antes de bater forte com o martelo verde na mesa da presidência da COP. A sala aplaudiu a cena por longos minutos. O presidente francês, François Hollande, se juntou ao palco, mas não tomou a palavra. Também se juntaram para o abraço de comemoração o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, e a secretária-executiva para Mudanças Climáticas das Nações Unidas, a costa-riquenha Christiana Figueres.

Delegação brasileira chorou

“Estou radiante. Fiquei muito emocionada. Todos ficaram”, contou a ministra brasileira, Izabella Teixeira, antes de deixar correr novas lágrimas. “Nós nos abraçamos e lembramos de todos que participaram desse processo”, disse a ministra, relatando que toda a delegação brasileira chorou. O país teve um papel de protagonista nas negociações.

A COP21 termina com um acordo com força de lei, que ressalta as diferenças de responsabilidade entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. O texto visa que o aumento da temperatura do planeta até o final do século seja “bem abaixo de 2oC”, e destaca que o objetivo é perseguir uma elevação de 1,5oC, ao longo das próximas décadas.

Aumento dos recursos para países pobres

O acordo ainda prevê o aumento do financiamento das ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas a partir de 2020. Os países ricos se comprometem a fornecer no mínimo 100 bilhões de dólares por ano para os mais pobres, rumo a uma economia mais sustentável. Um novo objetivo mais robusto deve ser determinado em até 10 anos.

O tratado adota a revisão, a cada cinco anos, dos compromissos firmados hoje pelos países. O documento também reconhece as perdas e danos sofridas pelos países mais vulneráveis desde o início das mudanças climáticas, um dos pontos mais batalhados pelas nações insulares.

Agora, cabe a cada país cumprir o que prometeu em Paris. O Brasil se comprometeu, voluntariamente, a reduzir 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030.

 

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