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França

Pesquisas preveem fracasso do FN no 2° turno das eleições regionais

media A candidata Marion Marechal- Le Pen e a presidente do partido Frente Nacional, Marine Le Pen. REUTERS/Jean-Paul Pelissier/Jean-Pierre Amet

Depois de uma ascensão inédita no primeiro turno das eleições regionais da França, no último domingo (6), a Frente Nacional deve amargar maus resultados no segundo turno, daqui a três dias. Pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (10) mostram que os franceses devem se mobilizar para evitar que o partido de extrema-direita da líder Marine Le Pen se sagre vencedor do pleito.

Marine Le Pen se precipitou ao cantar vitória. A presidente da Frente Nacional (FN) chegou a dizer que sua legenda conquistaria seis das treze regiões francesas e não foi por acaso. Ela e sua sobrinha, Marion Maréchal-Le Pen, de apenas 26 anos, obtiveram cerca de 40% dos votos em Norte-Pas-de-Calais-Picardia e Provença-Alpes-Côte d'Azur, respectivamente.

Já no plano nacional, no primeiro turno, a extrema-direita obteve 28% dos votos, ficando na frente de Os Republicanos (LR) e seus aliados centristas (27%) e do governista Partido Socialista (23,5%).

Vitória parcial do FN assustou a França

Os resultados parciais alarmaram as lideranças políticas da direita e da esquerda, a mídia, personalidades francesas e os eleitores, que tradicionalmente não costumam se mobilizar para as eleições regionais. As abstenções chegam a ultrapassar os 50%.

O ator francês Dany Boon expressa sua indignação contra o FN em sua página no Facebook.

Assim, desde o domingo passado, os franceses se mobilizaram em uma campanha que chegou a ganhar hashtag nas redes sociais: #JeVote (eu voto, em português). Na França, o voto não é obrigatório e a maioria dos franceses vai às urnas especialmente para as eleições presidenciais.

Já o primeiro-ministro socialista, Manuel Valls, se viu obrigado a se render aos rivais da direita. Depois do fracasso dos socialistas no primeiro-turno, durante entrevista ao canal TF1, o chefe de governo pediu na segunda-feira (7) que os eleitores de três regiões votem no partido Os Republicanos (LR).

"Quando a República está em jogo, não podemos ser egoístas, é preciso estar à altura dos acontecimentos. Quando se ama o país, não hesitamos e vamos direto ao ponto: fazemos um apelo para que votem nos Republicanos", disse Manuel Valls na televisão.

Eleitores de esquerda votarão nos Republicanos

Os esforços trouxeram resultados: muitos eleitores de esquerda se manifestaram a favor do apelo de Valls. Nesta quarta-feira (9) ao menos duas pesquisas divulgaram que a direita conseguirá conter a Frente Nacional.

De acordo com o Instituto TNS-Sofres, o candidato Christian Estrosi, do partido LR, venceria o segundo turno com 54% dos votos contra Marion Maréchal-Le Pen, que obteria 46% das escolhas. No norte, Xavier Bertrand, também do LR, conseguiria 53% dos votos e Marine Le Pen, 47%. Outra pesquisa, do Instituto Odoxa, dá a Estrosi 52% dos votos e 48% à candidata da Frente Nacional.

"Vou infernizar a vida do governo"

Vendo a concorrência se acirrar, Marine Le Pen joga todas as suas cartas. Diante da chuva de críticas dos próprios eleitores contra o governo socialista, cuja ineficiência vem sendo responsabilizada pelo fracasso nas urnas, a líder da extrema-direita afina sua estratégia populista.

Nesta quinta-feira (10), em entrevista ao canal de televisão BFM TV, a presidente do FN prometeu "infernizar a vida do governo" caso seja eleita. "Eu não os darei um minuto de tranquilidade. Vocês sabem o que isso quer dizer? A primeira coisa que farei será denunciar, como presidente [da região, se for eleita], o Estado", disse em defesa dos habitantes de Calais, que apelam ao FN para resolver o problema dos migrantes.

"Eu vou infernizar a vida do governo, vocês estão me ouvindo? Cada dia, cada semana. Cada minuto de cada dia eles vão ouvir falar de mim e dos moradores da cidade. Porque essas pessoas não querem mais viver essa situação. Vocês entendem isso ou vamos continuar fazendo como se esses moradores não existissem?".

Cerca de 4.500 migrantes moram em condições precárias, muitos há mais de um ano na Jungle (selva) de Calais. A proposta de Marine Le Pen para "aliviar" a vida dos moradores é de deportar todos os migrantes. A presidente do FN voltou a afirmar recentemente que, se for eleita para governar a região, ela vai cancelar todas as verbas públicas às associações que prestam suporte aos migrantes. "Todas elas", ratificou hoje.

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