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França

Esquerda francesa deverá apoiar a direita para evitar a Frente Nacional

media Os três candidatos da centro-direita que devem receber o apoio da esquerda francesa.

Os jornais franceses desta manhã de quarta-feira (9) comentam o novo cenário eleitoral que os eleitores encontrarão na votação do próximo domingo (13), quando ocorre o segundo turno das eleições regionais na França. O fim da tarde de ontem foi a data limite para que os partidos decidissem se continuariam na disputa para o segundo turno ou se retirariam suas candidaturas.

No último domingo, o partido de extrema-direita Frente Nacional venceu o primeiro turno em seis das 13 regiões do país, seguido em segundo lugar pelo partido de centro-direita Republicanos e, em terceiro, pelo Partido Socialista.

Em tese, até mesmo quem ficou em terceiro lugar pode participar da segunda votação, desde que tenha obtido 10% dos votos. Mas, tradicionalmente, o terceiro lugar, ao retirar sua candidatura, fica em melhores condições de influenciar a decisão entre os dois primeiros.

Na maior parte das regiões, coube então ao Partido Socialista do presidente François Hollande decidir se se mantinha ou não na disputa ou se realizava uma fusão com outros partidos menores de esquerda. Os socialistas decidiram retirar suas candidaturas nas duas regiões em que a Frente Nacional obteve os melhores resultados: Nord-Pas-de-Calais-Picardie e Provence-Alpes-Côte-D’Azur, nos extremos norte e sul do país, onde a família Le Pen lidera com Marine Le Pen no norte, e Marion Maréchal-Le Pen no sul.

Em outras oito regiões, os partidos de esquerda se uniram para tentar disputar em melhores condições o segundo turno.

Agora que os partidos tomaram posição, resta ao eleitor decidir se vai seguir a nova orientação ou não. É justamente este dilema que ilustra a capa do jornal Libération desta quarta-feira, que pergunta: “podemos votar neles?”. Ao lado do título vêm as fotos de três candidatos da centro-direita em que os eleitores de esquerda supostamente deveriam votar para evitar o que consideram um mal maior: a vitória dos extremistas da Frente Nacional.

Evitar um "mal maior"

Em seu editorial,  Libération diz claramente que sim, devem votar, justificando que "entre dois ruins, é preciso escolher o menos ruim...". O jornal faz uma digressão até o ano de 2002, quando a mesma situação se colocou para os eleitores de esquerda franceses: votar nos tradicionais adversários da centro-direita para barrar a Frente Nacional.

Em 2002, era outro Le Pen que estava na disputa, o pai, Jean-Marie. Na época, a esquerda apoiou Jacques Chirac para evitar o tal "mal maior". O jornal também lembra que, depois de eleito com seu apoio, Chirac não deu nenhum piscar de olhos à esquerda. O mesmo acontece agora, quando os candidatos da centro-direita que se mantêm na disputa não fizeram nenhum gesto de aproximação para atrair os eleitores de esquerda no segundo turno.

Apesar disso tudo, diz o Libération, evitar a vitória da Frente Nacional seria a única opção e um gesto republicano, mesmo sendo um verdadeiro "esforço", palavra que é, inclusive, o título do editorial do jornal.

Le Figaro, jornal do outro lado do espectro politico, mais conservador, não é tão pessimista sobre os socialistas. O jornal alerta para o que considera um perigo: a vitória socialista em até 10 regiões do segundo turno, graças a união dos partidos de esquerda e à rivalidade entre a extrema e a centro-esquerda. Para o jornal, a disputa ferrenha entre Frente Nacional e os Republicanos poderá acabar favorecendo o partido do presidente François Hollande.

 

 

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