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França

Para barrar FN, premiê pede que franceses votem na direita

media O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, nos estúdios da televisão francesa TF1 nesta segunda-feira (7), um dia depois do 1° turno das eleições regionais. REUTERS/Kenzo Tribouillard/Pool

Alarmado com o avanço do partido de extrema-direita Frente Nacional (FN), o governo socialista se viu obrigado a se render aos rivais da direita. Durante entrevista ao canal TF1, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, pediu nesta segunda-feira (7) que os eleitores de três regiões votem no partido Os Republicanos (LR) no segundo turno das eleições regionais, no próximo domingo (13).

A estratégia do premiê é uma tentativa de conter a inédita evolução da Frente Nacional. Em seis regiões francesas, a legenda liderou no primeiro turno.

A convocação de Valls é para três regiões onde a direita ainda pode bater os candidatos da Frente Nacional: no sudeste (Provença-Alpes-Côte d'Azur), onde Marion Maréchal-Le Pen, de apenas 26 anos, totalizou mais de 40% dos votos; no norte (Norte-Pas-de-Calais-Picardia), onde a presidente do partido, Marine Le Pen, conquistou mais de 40% dos eleitores, e no leste (Alsácia-Champanhe-Ardennes-Lorraine), onde a votação foi marcada pelo sucesso do vice-presidente do FN, Florian Philippot.

"Quando a República está em jogo, não podemos ser egoístas, é preciso estar à altura dos acontecimentos. Quando se ama o país, não hesitamos e vamos direto ao ponto: fazemos um apelo para que votem nos Republicanos", disse Manuel Valls na televisão.

Essa foi a primeira intervenção pública do chefe de governo desde a divulgação dos resultados no domingo (6), marcado por um sucesso avassalador da Frente Nacional.

Em um país ainda traumatizado com os atentados terroristas de Paris, o FN, que utilizou o discurso do medo dos migrantes, refugiados e muçulmanos, recebeu o total de 28% dos votos, superando Os Republicanos, o principal partido da oposição de direita, liderado pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, e seus aliados centristas (27%). O Partido Socialista, do presidente François Hollande, ficou em terceiro lugar, com 23,5% dos votos. O FN ficou em primeiro lugar em seis das 13 regiões francesas.

Sarkozy despreza apoio da esquerda

Em resposta a Valls, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy ressaltou que não há nenhuma fusão com o Partido Socialista. "Eu respeito a decisão deles, mas não há acordo entre nós", declarou. Desde domingo, o ex-chefe de Estado vem ressaltando sua recusa de compactuar com os rivais. Em 2012, Sarkozy foi vencido no segundo turno das eleições presidenciais por Hollande e até hoje não superou a derrota.

Além disso, de acordo com analistas políticos, Sarkozy não quer parecer um aliado da esquerda a pouco mais de um ano das próximas eleições presidenciais. A estratégia de não apoiar a Frente Nacional e não se juntar aos socialistas já ganhou até slogan na França e vem sendo chamada de "nem-nem".

Em contrapartida, o ex-chefe de Estado pediu a seu grupo na Assembleia francesa mais esforços em prol da vitória da candidata republicana na região parisiense (Ile-de-France), Valérie Pécresse. "Está difícil para ela", diante do candidato socialista, Claude Bartolone, lembrou. Pécresse e Bartolone disputam a presidência da região mais importante do país no próximo domingo.

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