Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 12/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 12/11 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 12/11 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 12/11 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 12/11 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 12/11 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 11/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 11/11 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Popularidade de Hollande tem alta expressiva com atentados

media Hollande ganhou em estatura como chefe de Estado após ataques coordenados de Paris. REUTERS/Philippe Wojazer

A imprensa francesa analisa nesta quarta-feira (30) a explosão de popularidade do presidente François Hollande após os atentados de 13 de novembro em Paris. Uma pesquisa Ifop/Fiducial divulgada ontem revelou que Hollande deu um salto de 22% em um mês, alcançando 50% de opiniões positivas. Trata-se do melhor resultado do presidente socialista desde 2012, o ano de sua eleição.

A cota de popularidade de Hollande, que teve queda vertiginosa devido ao aumento do desemprego, já havia registrado uma clara ascensão (+21 pontos) em janeiro passado, após a primeira série de atentados.

Os franceses que aprovam a atuação de Hollande são agora mais numerosos do que aqueles que o desaprovam (49%, -23 pontos). Entre os entrevistados, 1% não se pronunciou. Contudo, apenas 28% (+6) dos franceses desejam que Hollande seja reeleito em 2017 (contra 71%).

Esse resultado foi divulgado cinco dias antes do primeiro turno das eleições regionais, que constituem uma última prova eleitoral antes das próximas presidenciais de 2017. O partido Frente Nacional, de extrema-direita, se posiciona com força antes dessas eleições e pode conseguir, pela primeira vez, conquistar a gestão de ao menos duas regiões das 13 existentes na chamada França Metropolitana, segundo os institutos de pesquisas.

Alta pode ser atribuída a trauma coletivo

Em entrevista à rádio France Info, o analista político Thomas Guénolé considera que o ganho de popularidade de Hollande foi causado pelo traumatismo coletivo sofrido pela população após os ataques reivindicados pelo grupo Estado Islâmico. Outra possibilidade é o fato de a França estar presente em vários palcos de guerra, como Síria, Mali e República Centro-Africana, o que deu uma nova dimensão à presidência socialista.

Por outro lado, Guénolé adverte que o crescimento espetacular da cota do chefe de Estado não pode ser confundido com uma alta automática de intenções de voto nos candidatos socialistas nas regionais. Para o cientista político, trata-se de um fenômeno passageiro. "Hollande é beneficiado pela união dos franceses contra o terrorismo, de uma forma ainda mais forte do que depois do ataque contra o jornal satírico Charlie Hebdo em janeiro", opina.

Sarkozy minimiza sucesso do rival

O ex-presidente François Sarkozy, líder do partido conservador "Os Republicanos", minimizou hoje o impacto da pesquisa favorável ao rival socialista. "As sondagens são cálculos que não me dizem nada", afirmou Sarkozy à rádio Europe 1.

O jornal conservador Le Figaro estima que o aumento recente do desemprego, após um pequeno período de melhoria, pode provocar uma nova queda de popularidade de Hollande nos próximos meses. Em outubro, 42 mil pessoas perderam o emprego na França, revelando um dos piores índices de desemprego do mandato (+1,2%). Porém, como o dado foi divulgado na véspera da homenagem nacional aos 130 mortos nos ataques do Bataclan e de restaurantes parisienses, a degradação do índice passou desperdecida.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.