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França

François Hollande condena agressões a professor judeu e a jovem muçulmana em Marselha

media François Hollande condena agressões a professor judeu e a jovem muçulmana REUTERS/Michel Euler/Pool

O presidente francês, François Hollande, condenou nesta quinta-feira (19) as agressões cometidas na quarta-feira (18) contra um professor judeu e uma jovem muçulmana, em Marselha (no sul da França). "Devemos ter uma reação impiedosa porque é o conjunto da comunidade nacional que é afetada", disse o chefe de Estado na Fundação Chirac.

Esses atos foram fortemente condenados também pelo ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, que lembrou a determinação total de combater toda forma de racismo e de antissemitismo e reprimir severamente a apologia ao terrorismo. "Os serviços de polícia buscarão os autores de atos islamofóbicos, antissemitas e de apologia ao terrorismo."

O professor judeu, atacado com uma faca na quarta-feira em Marselha, no sul da França, voltou para casa em "estado de choque", segundo Michèle Teboul, presidente do Crif (Conselho Representativo das Instituições Judaicas), após ser atendido pelo serviço de emergência de um hospital da cidade. "Ele tem curativos  por todo o corpo, ele foi cortado em vários lugares." A agressão aconteceu por volta das 20h no 13° distrito da cidade.

Insultos antissemitas

Esse professor de uma escola judaica foi atacado por três homens, que proferiram ameaças e insultos antisemitas e exibiram uma camiseta com o símbolo do Estado Islâmico. Eles também mostram em um celular fotos de Mohamed Merah, terrorista islamita franco-argelino que realizou atentados em março de 2012 nas cidades francesas de Toulouse e Montauban, que resultaram na morte de sete pessoas, incluindo três crianças judias.

Os agressores fugiram após a chegada de uma viatura da polícia, segundo o chefe de polícia da região Bouches-du-Rhône, Laurent Nuñez. "Ele deve sua vida à passagem dessa viatura. Os homens disseram que iriam machucá-lo antes de matá-lo."

O professor, que usava um quipá, saía do centro comunitário Yavné, que tem uma escola e uma sinagoga, quando foi atacado pelos homens, que dirigiam scooters. O Departamento de Segurança Departamental comunicou que está fazendo todos os esforços para identificar e deter os autores da agressão.

Um pouco mais cedo na quarta-feira uma jovem muçulmana usando véu foi agredida por um homem na saída de uma estação de metrô no centro de Marselha, chamando-a de terrorista, segundo declarações da vítima.

O agressor, de cerca de 20 anos, teria feito referências aos símbolos religiosos da jovem, que vestia um hijab (véu que deixa o rosto aparente), antes de dar um soco nela e de feri-la no tórax com um objeto que poderia ser um estilete.

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