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França

Hollande anuncia reforço de operações militares na Síria

media O presidente francês, François Hollande, durante seu discurso diante do Congresso nesta segunda-feira (16). Elysée

O presidente francês, François Hollande, anunciou nesta segunda-feira (16) que a França vai intensificar as operações militares na Síria contra o grupo radical Estado Islâmico. Em discurso extraordinário diante do Parlamento, na cidade de Versalhes, o chefe de Estado declarou que os bombardeios para combater os jihadistas serão reforçados nas próximas semanas.

"O porta-aviões Charles de Gaulle será enviado na quinta-feira (19) ao leste do Mediterrâneo, o que triplicará nossas capacidades de ação. Não haverá hesitação e nenhuma trégua", acrescentou.

Hollande também pediu que o Parlamento prorrogue o estado de emergência decretado na França "por três meses" e anunciou que a Constituição será revisada para permitir aos poderes públicos "agir contra o terrorismo de guerra".

Confirmando informações já anunciadas pelo ministro do interior Bernard Cazeneuve nesta manhã, o presidente declarou que "os atos de guerra" de sexta-feira foram planejados na Síria, organizados na Bélgica e realizados na França com a cumplicidade de cidadãos franceses. Para o chefe de Estado, os atentados têm o objetivo preciso de semear o medo para dividir os franceses e pressionar o país a abandonar a luta contra o Estado Islâmico na Síria.

"O nosso inimigo na Síria é o grupo Estado Islâmico", ressaltou Hollande. O presidente francês sublinhou que será preciso tempo e paciência para combater os jihadistas, mas que os inimigos estão no alvo da França.

Encontro com Obama e Putin

Além disso, ele anunciou que nos próximos dias vai encontrar o presidente americano, Barack Obama, e o russo, Vladimir Putin, para formar "uma grande e única coalizão" contra o grupo jihadista, que reivindicou os massacres da sexta-feira à noite na capital francesa. Ele também anunciou que irá pedir ao Conselho de Segurança da ONU uma resolução destacando "a vontade comum de lutar contra o terrorismo."

Já sobre o controle das fronteiras, o chefe de Estado anunciou que vai colocar em prática um mecanismo coordenado na União Europeia nos aeroportos para rastrear os jihadistas que voltam a solo europeu. Mas também garantiu que não vai voltar atrás na decisão de acolher refugiados no país, sobretudo de migrantes da Síria e do Iraque "que são martirizados e fogem dos territórios controlados pelo grupo Estado Islâmico".

"A maioria das vítimas não tinha nem 30 anos"

Emocionado, o líder socialista indicou que 19 nacionalidades estão entre as vítimas dos ataques. "O que foi visado pelos terroristas é a França aberta ao mundo. Dezenas de amigos estrangeiros foram atingidos", reiterou. Entre as vítimas fatais que não são francesas estão ao menos um britânico, dois espanhois, um romeno, dois portugueses, dois belgas, uma mexicana, uma americana de origem mexicana, um marroquino, um argelino, uma italiana e um chileno.

"Na sexta-feira a França inteira foi alvo dos terroristas. A França que ama a vida, a cultura, o esporte, a festa. A França que não faz distinção de cor, de origem, de trajetória, de religião. A França que os assassinos queriam matar é a juventude em toda a sua diversidade e a maioria não tinha nem 30 anos. Eles se chamavam Mathias, Quentin, Nick, Nohémi, Djamila, Hélène, Élodie, Valentin e tantos outros. Qual era seu único crime? Apenas estar vivos", disse.

Bombardeios na Síria

No domingo (15), caças franceses lançaram 20 bombas sobre o reduto do grupo Estado Islâmico em Raqa, no leste da Síria, destruindo um posto de comando e um campo de treinamento, anunciou o ministério da Defesa francês.

Doze aeronaves, entre elas dez caças, engajaram-se simultaneamente a partir dos Emirados Árabes Unidos e da Jordânia e lançaram 20 bombas.

"Planejada para os locais preliminarmente identificados durante missões de reconhecimento realizadas pela França, esta operação foi conduzida em coordenação com as forças americanas", destacou o ministério.

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