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França

Mesmo com aquecimento global de 2°C, Xangai, Mumbai e Hong Kong podem desaparecer

media Vista de Pudong, centro econômico de Xangai. © REUTERS/Aly Song

Mais de 60 ministros do Meio Ambiente e Energia estão reunidos pelo segundo dia nesta segunda-feira (9), em Paris, para acelerar as negociações visando um acordo mundial sobre o clima. O encontro é chamado de pré-Cop, em referência à Conferência da ONU sobre o Clima, a COP 21, que será realizada entre 30 de novembro e 11 de dezembro na capital francesa. Ontem, um relatório divulgado nos Estados Unidos revelou que três grandes cidades asiáticas, Xangai, Mumbai e Hong Kong , podem desaparecer do mapa com a elevação dos oceanos.

Na abertura da reunião ministerial, o chanceler francês, Laurent Fabius, disse que esse encontro deve mostrar o caminho para se chegar a um acordo no maior número possível de temas. As divergências, no entanto, persistem. Ainda não há consenso sobre o montante da ajuda financeira dos países do norte aos países do sul para o financiamento de políticas climáticas. Outros pontos em aberto são uma nova divisão dos esforços contra o aquecimento global, entre país industrializados, emergentes e nações mais pobres. Além de uma revisão para cima dos engajamentos de alguns países para reduzir as emissões de poluentes.

A reunião acontece sob o impacto de novos estudos alarmantes sobre a situação do planeta. Em um relatório publicado neste domingo (8), pesquisadores americanos do Instituo Climate Central garantem que mesmo se o mundo conseguir limitar o aquecimento global a 2°C, muitas metrópoles vão desaparecer no futuro. É o caso de três grandes cidades asiáticas, Xangai, Mumbai e Hong Kong, que serão submersas por causa da elevação do nível dos oceanos. O período em que isso pode acontecer é difícil de prever. Pode ser em 200 ou 2 mil anos, segundo o estudo.

Novo recorde de gases de efeito estufa

Já a Organização Meteorológica Mundial revelou hoje que as emissões de gases que provocam o efeito estufa atingiram novo recorde em 2014. A agência da ONU afirma que os níveis de dióxido de carbono atingiram no ano passado a média de 397,7 ppm (partículas por milhão). No hemisfério norte, o nível atingiu a barra simbólica das 400 ppms, e, no começo deste ano, esse índice já foi registrado em todo o mundo.

Novo pico de poluição na China

Várias metrópoles e regiões do nordeste da China registravam nesta segunda-feira picos alarmantes de poluição atmosférica, com uma densidade de partículas nocivas que em alguns lugares era 50 vezes superior ao nível máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em Shenyang e Changchun, respectivas capitais das províncias de Liaoning e Jilin, uma espessa neblina poluente de cor acinzentada dificultava a visão, mergulhando cidades inteiras na escuridão quase total, segundo imagens difundidas pelas televisões locais.

A densidade de partículas de 2,5 microns de diâmetro (PM 2,5) alcançou os 860 microgramas por metro cúbico em Changchun, depois de chegar, no domingo, a 1.157 microgramas/m3 em Shenyang. A OMS recomenda um teto médio de apenas 25 microgramas/m3 por 24 horas.

Estas micropartículas estariam relacionadas com centenares de milhares de mortes prematuras na China, onde os episódios de poluição extrema são frequentes. A prefeitura de Shenyang afirmou que o fenômeno se deve ao sistema de calefação da cidade, principalmente alimentado com carvão. Em Changchun, as autoridades pediram que os colégios não realizassem atividades ao ar livre.

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