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França

Ministros se reúnem em Paris, na reta final para a Conferência do Clima

media Ministro do Meio Ambiente do Peru, Manuel Pulgar Vidal (centro), ao lado do chanceler francês, Laurent Fabius (d.), e da secretária-executiva da ONU para as Mudanças Climáticas, Christiana Figueres. REUTERS/Benoit Tessier

A três semanas do início da Conferência do Clima de Paris, a COP 21, ministros de mais de 60 países se reúnem na capital francesa a partir deste domingo para acelerar as negociações de um acordo mundial sobre as mudanças climáticas. O Brasil está representado.

Durante três dias, os ministros do Meio Ambiente e da Energia devem tentar reduzir as divergências, ainda numerosas, que pairam sobre as negociações. O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, destacou que o objetivo da reunião - a terceira neste ano - "não é renegociar o texto conseguido na última sessão de diálogos em Bonn [Alemanha]", e sim "facilitar o acordo final" aguardado em Paris.

"É uma espécie de ensaio geral antes da conferência de Paris", explicou Fabius, presidente da COP 21.

O acordo global que se espera do evento deve limitar a 2°C o aumento da temperatura do planeta, na comparação com a era pré-industrial. Acima desse limite, os cientistas apontam consequências dramáticas para os ecossistemas e as economias, como a repetição de grandes enchentes ou secas devastadoras.

Em outubro, durante a sessão anterior de debates, os negociadores da ONU aprovaram um texto de 55 páginas, repleto de parênteses e alternativas a serem definidas, muitas vezes contraditórias. "Os ministros devem trabalhar o texto e começar a adotar opções claras, pensando no acordo de Paris", disse Jennifer Morgan, do World Ressources Institute.

Desacordos permanecem sobre vários pontos do texto

A conferência se inicia em 30 de novembro. Os participantes têm muito trabalho pela frente, já que persistem desacordos importantes em vários pontos: a ajuda financeira dos países do Norte aos países do Sul para financiar as políticas climáticas, os objetivos a longo prazo, a distribuição do esforço contra o aquecimento do planeta entre os países desenvolvidos, emergentes e pobres, assim como a revisão periódica dos compromissos assumidos pelos Estados para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

"Caso consigamos chegar a um acordo sobre o princípio e a periodicidade de uma cláusula de revisão para cima dos compromissos nacionais (...), teremos dado um passo muito importante", opinou Fabius.

Urgência para evitar aquecimento maior

Um relatório da ONU divulgado há uma semana lembrou a urgência de intensificar os esforços: os compromissos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa apresentados por 146 países até outubro resultariam em uma alta provável da temperatura de entre 2,7°C e 3°C até 2100, muito acima do objetivo de 2°C.

A questão do financiamento da luta contra o aquecimento global, em especial a ajuda aos países em desenvolvimento que mais sofrem seus efeitos, é crucial para o sucesso da COP 21. Nas negociações preparatórias de Bonn, não foi possível se chegar a um consenso. Os países calcularam que a conta vai chegar a US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020, data em que entrará o vigor o acordo de Paris. Até o momento, US$ 65 bilhões estão garantidos e há promessas de outros US$ 20 bilhões.

Essa "pré-COP" tentará aproximar as posições sobre o princípio do aumento dos financiamentos a partir de 2020, a participação no esforço dos países emergentes, e não apenas dos países ricos, e a aceleração do financiamento destinado à adaptação às mudanças climáticas.

Putin confirma presença

O presidente russo, Vladimir Putin, estará em 30 de novembro em Paris na abertura da grande conferência mundial sobre o clima, anunciou neste domingo o ministro francês das Relações Exteriores. "O primeiro dia estará reservado aos chefes de Estado e de Governo. Já temos mais de 100 respostas positivas e devem discursar o presidente dos Estados Unidos, o presidente da China, o presidente da Rússia, o primeiro-ministro da Índia, com certeza o secretário-geral das Nações Unidas, o presidente francês e muitos mais", disse Fabius.

A conferência mundial sobre o clima vai até 11 de dezembro. Para evitar a repetição do fracasso da COP de Copenhague, de 2009, os líderes mundiais decidiram comparecer ao dia de abertura, para fortalecer as negociações logo no início. O presidente americano Barack Obama, o chinês Xi Jinping e a brasileira Dilma Rousseff já confirmaram presença.

Com informações AFP
 

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