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França

Estilista Raf Simons deixa a direção artística da Dior

media O estilista belga Raf Simons apresentou sua última coleção à frente da Dior em setembro. REUTERS/Stephane Mahe

Após três anos e meio de colaboração, o estilista Raf Simons deixa a direção artística da marca francesa Dior. O belga, que era responsável pelas coleções de prêt-à-porter, alta-costura e acessórios da grife do grupo LVMH, deixa o cargo por “razões pessoais”. O nome de seu substituto ainda não foi anunciado.

A Dior anunciou nesta quinta-feira (22) que a coleção primavera-verão apresentada em Paris em 2 de outubro foi a última assinada por Raf Simons. Em um comunicado conjunto, Bernard Arnault, presidente do grupo LVMH, ao qual pertence a marca, e Sidney Toledano, que dirige a grife, agradeceram "calorosamente" o estilista por "sua excepcional contribuição”.

Segundo Simons, 47 anos, a decisão de deixar a direção artística da marca partiu de seu desejo de “se concentrar em outros interesses”, incluindo sua própria marca, que desfila no calendário parisiense da moda masculina. O estilista justificou a mudança dizendo que também quer de dedicar a “paixões que me guiam, além de meu trabalho”. O belga agradeceu a oportunidade de ter contribuído para a história da moda. “Christian Dior é uma empresa extraordinária e foi um imenso privilégio escrever algumas páginas desse magnífico livro”, disse.

O belga estava à frente da criação da maison Dior desde 2012, quando substituiu o estilista John Galliano, demitido após ter proferido insultos racistas em um momento de embriaguez. Desde que assumiu o cargo,  Simons mergulhou nos arquivos da marca com rigor, interpretando na passarelas os códigos estéticos que fazem parte do patrimônia deixado por Christian Dior. Já em seu desfile de estréia, Simons revisitou alguns clássicos da grife, como a silhueta em forma de ampulheta do tailleur Bar, conhecido como “new look”, proposta pela primeira vez pelo fundador da maison parisiense em 1947, e que pôde ser vista declinada em praticamente todas as coleções do belga. 

Personalidade discreta no mundo da moda

Discreto, Simons destoava dos estilistas que atuavam na primeira década dos anos 2000 na indústria da moda. Conhecidos por suas personalidades extravagantes – como seu próprio antecessor Galliano –, os grandes nomes das passarelas na época chamavam às vezes mais atenção que as marcas para as quais trabalhavam, como Marc Jacobs, na Louis Vuitton, ou Tom Ford, na Gucci. Mas a chegada do belga deu o tom para várias empresas do setor, que preferiram apostar em estilistas menos extrovertidos.

Sua passagem pela Dior também foi marcada pelo sucesso econômico da grife, que ajudou a transformar a alta-costura em uma disciplina novamente rentável. Segundo o próprio Toledano, a marca registrou um aumento de 60% nas vendas desde 2011.

Ainda não se sabe quem vai substituir Simons à frente do estilo da Dior. No entanto, poucas horas após o anúncio de que seu contrato não seria renovado, os rumores já começaram a circular. Os nomes do italiano Riccardo Tisci, que dirige a Givenchy, ou ainda a britânica Phoebe Philo, estilista da Celine, ambas marcas pertencentes ao grupo LVMH, já foram cogitados. 

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