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França

Ciganos queimam carros, bloqueiam estrada e fazem rebelião em prisão no sudeste da França

media Ciganos empurraram carcaças de veículos incendiados para os trilhos da estação de trens de Moirans, no sudeste da França, nesta terça-feira (20). PHILIPPE DESMAZES/AFP

A pequena cidade de Moirans, no sudeste da França, foi palco de diversas violências nesta terça-feira (20), deixando o governo francês em estado de alerta. Ciganos que moram na região bloquearam uma estrada, incendiaram veículos e promoveram uma rebelião em uma prisão local. Eles exigem que dois detentos obtenham a permissão de assistir ao funeral de um membro da comunidade, que morreu em um acidente de carro, depois de realizar um roubo na semana passada.

Foi um dia atípico na pequena cidade dos Alpes franceses. Em poucas horas, entre o final da tarde e o início da noite, Moirans viveu cenas de guerra civil. A televisão mostrou imagens de incêndios e destruição na cidade.

Armados com barras de ferro, cerca de cem ciganos bloquearam uma rodovia próxima à estação de trem local e queimaram diversos veículos. As carcaças de alguns carros foram empurradas para os trilhos. A Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro da França (SNCF) interrompeu o tráfego e esvaziou a estação. No local, vários saques foram registrados.

Simultaneamente, o presídio de Aiton, a cerca de 100 quilômetros do foco das violências, registrou uma rebelião. Cerca de vinte detentos atearam fogo em seus colchões e destruíram suas celas. Uma equipe de intervenção e segurança foi rapidamente enviada da cidade de Lyon para tentar restabelecer a ordem no local. Até o final da noite, todos os funcionários estavam bloqueados no presídio.

O motivo das violências é que dois dos detentos, pertencentes à comunidade cigana, querem assistir ao funeral de um familiar, que morreu na última sexta-feira (16) em um acidente de carro, depois de realizar um roubo na região.

Estado de alerta

Os incidentes em Moirans deixaram o governo em estado de alerta. O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, enviou um efetivo de 120 policiais e cem bombeiros a Moirans. Já o primeiro-ministro Manuel Valls condenou os incidentes e pediu o restabelecimento imediato da ordem na cidade. "Diante das violências inadmissíveis em Moirans, há uma só resposta: o vigor e o restabelecimento da ordem republicana", publicou em sua conta no Twitter.

No final da noite desta terça-feira, o advogado de um dos presos que iniciou a rebelião estava reunido com as autoridades francesas para negociar a liberação dos dois detentos irem ao funeral. "Estamos esperando a decisão. Se eles não obtiverem a permissão, a revolta vai continuar porque é uma questão de respeito", disse um dos representantes da comunidade cigana a um jornalista da AFP.

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