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França

Vídeo chocante leva Justiça francesa a incriminar abatedouro

media Peças de carne bovina expostas em um abatedouro Thomas Bjørkan/wikimedia.org

Um abatedouro francês virou alvo de um investigação criminal preliminar nesta quinta-feira (15), depois da divulgação de um vídeo da ONG de direitos animais L214, que mostra vacas, cavalos, ovelhas e porcos sendo mortos com indiscutível crueldade. Pouco depois que a associação divulgou o vídeo, junto com uma petição exigindo o fechamento do abatedouro Alès, no sudeste do país, onde foram feitas as imagens, o local se viu obrigado a suspender as atividades, tamanho o choque que o vídeo causou.

O responsável pela instalação também entrou com um processo contra a ONG por "atentado à vida privada por meio da exibição ou transmissão da imagem de pessoas" - o que é curioso, já que, no vídeo, os rostos dos açougueiros foram censurados. As imagens foram feitas durante dez dias, entre abril e maio de 2015, "por uma pessoa que tem acesso ao local", e são estarrecedoras: vacas, plenamente conscientes, têm as gargantas cortadas e passam vários minutos sangrando e esperneando.

Cavalos tomam tiros de pistolas a vácuo na cabeça e agonizam em espasmos. Os que tentam fugir recebem descargas de choque elétrico. Porcos são entulhados dentro de uma estrutura metálica e asfixiados lentamente com gás carbônico. Em outro momento, vacas vivas são dependuradas de ponta cabeça, sustentando todo o peso do corpo em uma única pata. Enquanto elas se debatem, funcionários penetram facas em seus pescoços.

A L214, como de praxe, submeteu as imagens a um veterinário especializado, Gilbert Mouthon, que listou uma série de infrações das regras de abate. Em seu relatório, ele explica que, por lei, "os animais devem ficar inconscientes até a morte, o que nitidamente não foi respeitado". Além disso, Mouthon denuncia o uso de facas cegas, que exigem dos sacrificadores diversos golpes para matar os animais. Depois de cortados, os animais agonizam no chão coberto de fezes e sangue, o que apresenta grandes riscos de contaminação. Em suma, o veterinário denuncia "atos de crueldade".

Reações políticas

Nesta sexta-feira, o ministro da Agricultura, Stéphane Le Foll, afirmou que os abatedouros são submetidos a inspeções contstantes das autoridades: "com os serviços veterinários de que dispomos, tentamos controlar o máximo possível, da forma mais regular possível". Ele reconheceu a necessidade de respeitar e melhorar o bem estar animal. "Mas neste debate, há quem exagere, dizendo: não devemos mais comer carne", alfinetou. Em entrevista à AFP, o responsável pela parte de criação da Câmara de Agricultura da região de Gard, onde fica Alès, afirmou que "acontecem atos inadmissíveis, que não podem ser tolerados. Algumas imagens são chocantes".

"O escândalo do abatedouro de Alès não é mais do que a parte visível do assassinato atroz de milhões de animais, que se perpetua dia após dia sem que os partidos políticos prestem a menor atenção", denunciou Brigitte Bardot, em um comunicado publicado por sua fundação.

A atriz, que se converteu em militante pelos direitos animais, afirmou que o abate, da maneira como é praticado ainda hoje, lembra os métodos aplicados nos campos de concentração nazista. Ela ainda acusou o Estado, o ministério da Agricultura e os serviços veterinários de serem "responsáveis e culpados pelas torturas contra os animais".

Atenção: o vídeo a seguir contém imagens fortíssimas.

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