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França

"Terroristas não têm passaporte", diz premiê sobre morte de jihadistas franceses na Síria

media Foto de arquivo do jihadista francês Michael dos Santos, identificado pelas autoridades em vídeos do grupo Estado Islâmico. Reprodução de vídeo

Uma fonte do governo da França indicou nesta segunda-feira (12) que seis jihadistas franceses morreram nos bombardeios que o país realizou na semana passada em uma área ocupada pelo grupo Estado Islâmico na Síria. Sem confirmar a informação, o primeiro-ministro Manuel Valls declarou que é obrigação do país combater o avanço dos extremistas, independentemente de suas nacionalidades.

"Em nome da legítima defesa, é uma obrigação [da França] combater o grupo Estado Islâmico e nós vamos continuar, qualquer que seja a nacionalidade daqueles que fazem parte de organizações que preparam atentados", declarou. "Talvez haja franceses [entre os jihadistas mortos], mas nossa responsabilidade é de bombardear o grupo Estado Islâmico. Os terroristas não têm passaporte", reiterou o premiê.

De acordo com a fonte do governo, a informação dos seis jihadistas franceses mortos teria sido anunciada por uma Ong síria. As autoridades francesas disseram ser incapazes de confirmar esse número.

Campo de treinamento

Em um comunicado divulgado hoje, o ministério francês da Defesa informa que a França bombardeou na noite da última quinta-feira (8) um campo de treinamento do grupo Estado Islâmico na Síria. De acordo com o documento, "no local, os extremistas formavam combatentes para realizar atentados na França e na Europa".

Na última sexta-feira (9), o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian já havia confirmado os bombardeios. Para a rádio Europe 1, ele justificou o ataque, declarando: "O inimigo da França é o grupo Estado Islâmico".

Na ocasião, Le Drian afirmou que a principal dificuldade encontrada pelo exército francês é a utilização da população civil do Iraque e da Síria pelos extremistas como escudo humano. "O grupo Estado Islâmico se organizou de tal forma que crianças, mulheres, civis, estão na linha de frente. Os responsáveis se escondem em escolas, mesquitas, hospitais, o que complica a ação da coalizão, porque não queremos causar vítimas colaterais", acrescentou.

Campanha contra a radicalização

Na semana passada, o governo francês lançou uma nova campanha para tentar barrar a radicalização de jovens que podem estar propensos a fugir à Síria ou ao Iraque para fazer a guerra santa, a jihad. Autoridades calculam que mais de 500 jovens franceses lutam atualmente ao lado de grupos extremistas no Oriente Médio. Mais de uma centena deles morreram em território sírio e iraquiano nos últimos anos em nome da causa jihadista.

Há um ano e meio, o governo criou uma célula para prestar assistência a famílias cujos filhos fugiram para a jihad na Síria ou no Iraque. Em um ano e meio de existência, o governo francês recebeu mais de 3 mil ligações. O dispositivo virou uma peça chave na luta contra a radicalização de jovens e contra redes jihadistas.

"Não há nenhuma região da França que não enfrente esses problemas. Milhares de jovens estão implicados: é um fenômeno de massa", garante Serge Blisko, presidente da Missão Interministerial de Vigilância e Luta Contra os Sectarismos (Miviludes).

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