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Europa discute novas medidas de segurança após ataque a trem

Europa discute novas medidas de segurança após ataque a trem
 
Policiais belgas patrulham plataforma de embarque de um trem Thalys em Bruxelas. REUTERS/Francois Lenoir

Neste sábado (29), líderes de vários países europeus interligados por linhas férreas se reúnem para discutir medidas concretas de reforço da segurança nos trens do continente. O encontro acontece oito dias depois do ataque a uma composição que trazia passageiros de Amsterdã para Paris.

O atentado, que só não foi mais grave porque três passageiros americanos e um inglês interfiram, levantou mais uma vez a questão da segurança no território francês, que ainda cicatriza o trauma do ataque ao prédio do jornal humoristico Charlie Hebdo, em janeiro desse ano.

Armado com um fuzil AKM, uma pistola automática Luger, um estilete e 270 balas, o jovem Ayub El-Khazzani, de 25 anos, abriu fogo ao menos uma vez no trem de alta velocidade Thalys 9364, pouco depois de sua entrada no país.

A grande pergunta que ecoou na mídia francesa foi: como ele conseguiu embarcar em um trem com um arsenal desses? A resposta: atualmente, as pessoas chegam à estação e já sobem no trem, sem passar por qualquer fiscalização. Isso permite embarques rápidos e eficientes e é uma das razões que fazem do trem o meio de transporte mais popular dentro da Europa. Mas é possível que isso mude.

Problema europeu, solução europeia

O premiê belga, Charles Michel, acredita que a Europa precisa melhorar a troca de informações sobre os passageiros e suas respectivas bagagens. Para ele, o espaço Schengen, que permite a livre circulação de pessoas entre os países signatários, “é um benefício para o desenvolvimento econômico e para a liberdade de circulação”, mas que “é também utilizado por quem tem más intenções.”, lamenta. “Sem entrar em pânico, nós, autoridades europeias no geral, devemos continuar trabalhando, com as forças de segurança por mais precaução, mais vigilância e mais controle”, afirma.

O desejo por “mais controle” é compartilhado por boa parte da opinião pública. “Acho que isso inibiria certas pessoas”, opina a estudante Ligia Vasilou.

Receio não deve atrapalhar novas viagens

Os passageiros comuns, como a psicóloga e usuária assídua da rede ferroviária europeia Sylvianne Lotin, terão de se acostumar a viajar com menos tranquilidade. Para ela, que embarca para o sul do país nos próximos dias, o temor de ataques terroristas é constante em todos os lugares: “Os militares armados de metralhadora nas estações já lembram a gente desse risco, né?”, constata. Embora a sensação de insegurança tenha aumentado, ela garante que nada vai mudar: “talvez dessa vez eu me sinta menos segura, mas isso não vai me impedir de pegar um trem”.

Deixar de usar o serviço também está fora dos planos do estudante Romain Rodrigues: “Eu vou continuar usando o trem como sempre usei. Não é que eu pense que não vai acontecer mais nada. Mas eu não vou deixar de usar o trem achando que vou encontrar com um terrorista. Assim como quando eu voo de avião não penso que tem um terrorista ali”, provoca.

Novas medidas

Além do reforço policial já convocado, novas medidas estão nos planos das autoridades. O 3117, telefone de emergência já conhecido dos parisienses terá sua capacidade ampliada para todo o país a partir de 1° de setembro.

Para o secretário geral da companhia de trens francesa SNCF, Stéphane Volant, a participação dos passageiros na prevenção é fundamental: “Pedimos que eles estejam atentos e vigilantes para identificar movimentos que possam sair da normalidade. O 3117 vai se tornar, pouco a pouco, um número de alerta para situações suspeitas e que podem ser consideradas perigosas em trens e estações”.

Ayoub El Khazzani, o autor do atentado, aguarda julgamento por tentativa de assassinato, associação com terrorismo e porte ilegal de armas.


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