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França

Assassinato em Toulouse teria sido inspirado na série Breaking Bad

media A jovem Éva Bourseau, assassinada em Toulouse. reprodução/Youtube/Itele

Quatro estudantes de classe média se tornam traficantes de drogas e acabam cometendo um assassinato utilizando ácido para fazer desaparecer o corpo. A história, que aconteceu em Toulouse, na França, lembra a série de televisão Breaking Bad. E os assassinos reconhecem ter se inspirado no programa norte-americano, sucesso de audiência no mundo todo.

Os estudantes, três homens e uma mulher entre 19 e 23 anos, são acusados de matar a jovem Éva Bourseau, de 23 anos, companheira de tráfico de drogas. Todos estão presos.

O corpo de Éva foi descoberto no dia 3 de agosto, em seu apartamento, no centro de Toulouse. O corpo estava em posição fetal dentro de uma mala de plástico, já em estado de decomposição. Seu crânio parecia esmagado e vários ossos apresentavam fraturas, resultado de golpes com soqueira e um pé-de-cabra.

O assassinato estaria ligado a uma dívida de € 6 mil que a vítima tinha com o grupo criminoso. O suspeito mais velho, descrito como “perigoso e violento”, teria dado as instruções aos mais jovens para que fossem até o apartamento na noite do dia 26 de julho. Eles estariam sob o efeito das drogas químicas speed e atropina.

Os dois mais jovens, assim como Éva, vendiam drogas em nome do mais velho, considerado o chefe da rede de traficantes. Depois de matar Éva, eles tentaram, segundo o promotor que cuida do caso, dissolver o corpo colocando-o dentro de um baú cheio de ácido – mesma técnica utilizada pelos personagens criminosos da série Breaking Bad.

Estudantes de matemática

O mais jovem do grupo reconheceu ter se inspirado na história do programa norte-americano. Seu advogado pediu um exame psiquiátrico no cliente. A barbárie do crime contrasta com o estilo de vida dos envolvidos. Nenhum deles tinha antecedentes criminais e o mais novo era um estudante considerado brilhante em uma escola preparatória de matemática de Toulouse.

Outro integrante do grupo era estudante de matemática na universidade local e se preparava para cursar engenharia. “Existe um abismo terrível entre a personalidade dos presos e a atrocidade do crime”, declarou o advogado Pierre Alfort à agência AFP. “É revelador de uma certa deriva da juventude atual. Eles viviam em um mundo virtual, não tinham consciência do que estavam fazendo”, defende Alfort.

Já o mais velho e suposto chefe da quadrilha era estudante de uma escola de comércio cursando o terceiro ano. Seu advogado nega que ele fosse o líder e diz que jamais teria ordenado o crime “por uma dívida tão pequena”.

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