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Europa

Marine Le Pen cria grupo de extrema-direita no Parlamento europeu

media A líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen, cria grupo denominado "Europa das Nações e das Liberdades" no Parlamento europeu. REUTERS/Vincent Kessler

A presidente da Frente Nacional (FN), Marine Le Pen, anunciou nesta terça-feira (16), em Bruxelas, a formação de um grupo de extrema-direita no Parlamento europeu. O novo grupo parlamentar, denominado "Europa das Nações e das Liberdades", representa uma vitória política e financeira para a líder da extrema-direita francesa.

Desde o sucesso da Frente Nacional nas eleições europeias de 2014, quando obteve quase 25% dos votos e elegeu 24 eurodeputados, Marine Le Pen tentava formar um grupo no Parlamento europeu. Somente agora ela conseguiu o apoio de pelo menos 25 deputados de sete nacionalidades diferentes exigidos para a formação da bancada.

A presidente da Frente Nacional já contava com o apoio de eurodeputados do Partido pela Liberdade holandês (PVV), do Partido da Liberdade austríaco (FPÖ), da Liga Norte italiana e do Vlaams Belang belga flamengo. Com esses aliados clássicos, a FN tinha o número de assentos necessário (37), mas não de nacionalidades. Para formar o grupo parlamentar, obteve a adesão de dois deputados do Congresso da nova direita polonesa (KNP) e de uma ex-integrante do Ukip britânico.

Marine Le Pen confirmou que seu pai, Jean-Marie Le Pen, e Bruno Gollnisch, fiel partidário do líder histórico e fundador da FN, não quiseram integrar o novo grupo. Analistas acreditam que essa decisão é uma consequência indireta da guerra entre o pai e a filha, que conseguiu suspender Jean-Marie do partido.

Vantagens

Além de dar grande visibilidade e abrir as porta para integrar comissões ou subcomissões parlamentares, a criação de um Eurogrupo garante milhões de euros em subvenções. Uma fonte do Parlamento europeu avalia em € 17,5 milhões a verba que os eurodeputados do receberão até o final da legislatura. O grupo também terá a sua disposição entre 20 a 25 funcionários.

O Parlamento europeu conta, a partir de agora, com dois grupos eurocéticos e anti-imigração, mas a chegada do “Europa das Nações e das Liberdades” não modifica a relação de forças na casa, dominada pelas alianças entre social-democratas e conservadores.

(com informações da AFP)

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