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França

Paris anuncia abertura de centros de acolhimento de clandestinos

media Acampamento onde viviam mais de 300 imigrantes, debaixo do metrô La Chapelle, em Paris, foi desmantelado no último dia 2 de junho. REUTERS/Benoit Tessier

A prefeitura de Paris deve anunciar na próxima semana a abertura de "centros de trânsito para imigrantes", segundo a prefeita da capital francesa Anne Hidalgo. Na edição deste sábado (13), o jornal Le Monde tenta antecipar como serão esses locais.

Até o momento, poucos detalhes foram divulgados sobre o projeto, avalia o diário. As informações divulgadas até agora apontam que o objetivo é construir um abrigo com cerca de 300 camas, onde os imigrantes passariam até duas semanas e receberiam instruções sobre o direito de asilo.

A outra opção poderia limitar o projeto à abertura de um escritório, com um guichê de informações, avalia Le Monde. Neste caso, a prefeitura aumentaria o número de vagas em centros destinados a quem requisitou asilo nas estruturas já existentes.

Essa solução privilegiaria aqueles que postularam a obter um status de refugiado, deixando de fora os que desejam pedir asilo fora da França. A menos que esse imigrante seja menor de idade e já tenha sido atendido pelo Estado ou que ele apresente outra forma de "vulnerabilidade".

Associações cobram autoridades

As associações aprovam o princípio dos centros, mas pedem que o Estado também se empenhe para o projeto prosperar. "É preciso respeitar algumas regras de base, prever a distribuição de alimentos e não colocar as pessoas na rua às 9h da manhã, se quisermos que isso funcione", diz Florent Guegen, diretor da Federação Nacional das Associações de Acolhimento e Reinserção Social (FNARS).

Ainda assim, nenhuma cidade resolverá sozinha o problema, acredita o diretor da ong França Terra de Asilo, Pierre Henry. "É preciso que os centros sejam repartidos por todo o território. Quem pedir asilo deve ser orientado pelo Estado. Aqueles que não quiserem asilo devem ser enviados a seus países dignamente. Aqueles que não puderem ser expulsos não devem ficar sem ter documentos", analisa.

Brasil é exemplo

O jornal Le Monde cita o Brasil como exemplo de política de acolhimento. "Do outro lado do oceano, desde que o Partido dos Trabalhadores conquistou a cidade de São Paulo, desde 2013 a metrópole construiu uma política de reconhecimento de seus estrangeiros", publica.

"Nós abrimos um primeiro centro oferecendo acompanhamento social, jurídico, e apoio para que essa população tenha acesso aos serviços públicos da cidade", indica Rogerio Sottili, secretário-adjunto de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, entrevistado pelo Le Monde.

Contrário ao medo dos franceses que os imigrantes cheguem em grande número ao país, no Brasil, os estrangeiros não desembarcaram em massa porque um sistema de acolhimento foi colocado em prática, diz o jornal.

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