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Geral

Quatro heróis da resistência ao nazismo entram para o Panthéon da França

media Os novos homenageados do Panthéon. DR

A entrada de quatro personalidades políticas no Panthéon da França é o principal assunto da imprensa de Paris nesta quarta-feira (27). Hoje é um dia histórico para os franceses e os jornais trazem todos os detalhes das homenagens a quatro cidadãos que participaram da resistência contra o nazismo.

O Le Parisien traz uma foto da fachada do Panthéon, edifício localizado no 5ème arrondissement de Paris, que exibe as imagens dos quatro homenageados: duas mulheres, Geneviève de Gaulle-Anthonioz e Germaine Tillion, e dois homens, Jean Zay e Pierre-Brossolette. “A França homenageia seus heróis”, é o título da manchete. O jornal traz um perfil dessas celebridades escolhidas para entrar no monumento onde são enterradas as pessoas que marcaram profundamente a história da França.

O jornal lembra que eles foram escolhidos pelos seus atos heróicos no período da Resistência contra o nazismo. Os quatro simbolizam os valores de liberdade, igualdade e fraternidade da República francesa com suas ações pela promoção da educação, transmissão da memória e de luta contra a exclusão.

Esta é a primeira nomeação ao Panthéon desde 2002, quando o homenageado foi Alexandre Dumas. Em sua gestão, o ex-presidente Nicolas Sarkozy quis homenagear Albert Camus, mas os herdeiros do escritor não aceitaram.

Homenagem tem objetivo político

O jornal conservador Le Figaro acredita que o presidente socialista François Hollande também quer, de certa forma, entrar para a história e fazer desse dia uma das marcas de seu governo. Hollande trabalha há vários meses e passou o final de semana inteiro reescrevendo seu discurso para celebrar os valores da França e lembrar o "espírito da resistência".

Com o exemplo dessas quatro personalidades, o presidente socialista terá a oportunidade de mostrar o exemplo de sacrifício pessoal em nome de um país melhor no momento em que a França convive com o radicalismo islâmico e o terrorismo. “Será que Hollande vai conseguir?”, questiona Le Figaro.

O diário de esquerda Libération diz que a cerimônia de hoje traz de volta o questionamento sobre a verdadeira necessidade desse ritual simbólico, no qual o país escreve sua própria história. Em editorial, Libé defende que todas as sociedades, mesmo as mais individualistas, precisam de símbolos.

“É um gesto político forte”, estima o jornal, “e também uma resposta para os críticos de direita que acusam a França de abandonar sua memória”. Para o Libé, a trajetória dos quatro homenageados devem servir de inspiração para a esquerda francesa atual.

Quem são os quatro novos homenageados no Panthéon

Geneviève de Gaulle-Anthonioz (1920-2002)
Militante pelos direitos humanos, foi deportada em 1944 do campo de concentração de Ravensbrück.

Germaine Tillion (1907 – 2008)
Etnóloga francesa, recebeu o prêmio Pulitzer de 1947.

Jean Zay (1904 – 1944)
Ex-ministro da Educação da França, foi assassinado durante a Segunda Guerra.

Pierre Brossolette (1903 – 1944)
Jornalista e político, um dos dirigentes da resistência ao nazismo.
 

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