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França

França indicia mais um suspeito de planejar ataque terrorista a igreja

media Como o suposto cúmplice, Sid Ahmed Ghlam também negou todas as acusações. Reprodução YouTube

O Ministério Público de Paris anunciou nesta quarta-feira (29) que um segundo homem suspeito de ter planejado atentados terroristas a uma igreja na França foi indiciado. O suspeito, de 33 anos, seria cúmplice de Sid Ahmed Ghlam, preso há 10 dias, apontado como autor da morte de uma professora para roubar o carro dela e executar o ataque.

O segundo suspeito está em detenção provisória e nega qualquer envolvimento em planos de atos extremistas. Ele foi indiciado por “associação em vistas a cometer crimes terroristas”. O suposto cúmplice foi preso no sábado (25) em Colombes..

Segundo os investigadores, o projeto era atacar uma igreja de Villejuif, na periferia de Paris. Seria a primeira vez que a comunidade católica francesa seria visada por extremistas islâmicos.

Sid Ahmed Ghlam, um estudante argelino de 24 anos, também está detido provisoriamente. Ele foi preso ao receber atendimento médico para tratar um ferimento a bala. No apartamento e no carro dele, a polícia encontrou um verdadeiro arsenal, além de documentos demonstrando a intenção de cometer um atentado a pelo menos uma igreja.

Ghlam também é o principal suspeito da morte da professora de dança Aurélie Châtelain, 32 anos, ao tentar roubar o veículo dela. A polícia afirma que a intenção do jovem era usar o carro para fazer o ataque.

Rastros de DNA

A polícia chegou até o cúmplice graças ao seu DNA, que foi encontrado em um carro roubado, usado para transportar armas que estavam com Ghlam. O DNA também foi localizado em um colete à prova de balas apreendido no apartamento do argelino. Mais duas outras pessoas foram detidas, mas acabaram liberadas depois de serem interrogadas.

Na casa de Ghlam, foram encontrados documentos ligados à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico. Em seu computador, os investigadores também acharam provas de que ele esteve em contato com uma pessoa na Síria, que "pedia explicitamente que ele atacasse uma igreja em particular", segundo o procurador responsável pelo caso, François Molins. O argelino era monitorado pelo serviço de inteligência por sua intenção de viajar para a Síria para se unir aos jihadistas.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, declarou que a França enfrenta "uma ameaça terrorista inédita, por sua natureza e amplitude". O presidente François Hollande destacou que esse está longe de ser o único plano terrorista desarticulado pelas autoridades francesas desde os atentados de janeiro. "Não é inédito, houve outros nas últimas semanas e nos últimos meses", disse.

 

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